sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Messejana – um “passeio” um tanto arriscado!

 
O objetivo desse texto é de de apontar deficiências, problemas, não pelo intuito de criticar, muito pelo contrário, mas para evidenciar a existências das situações para as autoridades e propiciar ou apontar possíveis soluções para os casos. Fotografias à noite dos locais visitados não foram realizadas, por motivo de segurança, ou melhor, deInsegurança.

Pode se constatar facilmente problemas já conhecidos através de um passeio um tanto quanto arriscado nas ruas de Messejana.  

O objetivo dessa ação, que na realidade foi uma caminhada, entre 19:00 e 21:30 horas, pelas ruas de Messejana, foi de conhecer mais amiúde a situação messejanense, das ruas, da iluminação pública, da Praça da Matriz, da existência ou não de policiamento, utilização irregular de espaços públicos, som de paredões à noite, esgotos a céu aberto, calçadas danificadas etc. Essas metas foram plenamente atingidas e o que constatamos será descrito resumidamente a seguir.

O início

Partindo do Conjunto Bandeirantes, pela Estrada do Fio, com direção ao centro de Messejana nos deparamos com muitos defeitos nas ruas e no asfalto, primeiramente em razão de uma obra de saneamento para um novo condomínio de apartamentos, a qual depois de concluída não mereceu a atenção adequada para que a via ficasse em perfeito estado. Outro ponto que chamou a atenção, em quase todo o percurso, foi a fraca iluminação das ruas e o vasto número de postes com lâmpadas queimadas.

Em direção ao Centro de Messejana

Ao seguir em direção à Praça da Matriz o grupo entrou na Avenida Barão de Aquiraz e deparou-se com bares instalados (como disfarce para “casas de diversão” ou melhor dizendo cabarés”, com um dois carros de som competindo entre si, músicas ofensivas à ordem, à moral e ao sossego público. A esse respeito, corroborando o que a blitz presenciou, um internauta publicou na semana passada, no Mural de Recados do Portal Messejana o seguinte texto:

SOS MESSEJANA! Pelo amor de DEUS em nome de todo cidadão e moradores que residem entre as ruas Manoel Castelo Branco e José Hipólito, pedimos as autoridades competentes que acabem com aqueles bordeis disfarçados de bares. O que presenciei é coisa de vagabundo filho da P que não tem o mínimo de respeito com as pessoas que passam em frente no meio da pista já que as calçadas estão ocupadas com os carros dos IMORAIS com suas músicas que constrangem qualquer pai de família que por ali venha passar, sem falar na lei que proíbe os paredões que por aqui ainda não chegou, e se chegou não tem autoridades para fazerem cumprirem os direitos do cidadão. E onde estão as viaturas da policia que não estão vendo essa IMORALIDADE”...

Na esquina da Avenida Manoel Castelo Branco, com Barão de Aquiraz, existe uma casa abandonada que também está sendo ponto para esconderijo de malfeitores e usuários de drogas. De lá, à noite, certamente partem os assaltantes da área ou se escondem os usuários de drogas. E em um terreno baldio no meio do quarteirão as mesmas condições: escuridão, muito lixo e ambiente propício para esconderijo de malfeitores.


A situação de Messejana

Vale notar que esses problemas já foram registrados em momentos anteriores, através de várias reportagens feitas pelo Portal Messejana e inúmeros textos enviados ao Portal por moradores de Messejana. Em diversas ocasiões documentos do Portal Messejana foram encaminhados para órgãos de imprensa locais, jornais e televisão. Porém nada foi divulgado a respeito. Por que será???  

É de interesse então que cada cidadão messejanense, associações, compartilhem esses conhecimentos nas redes sociais (desde já autorizados pelo Portal Messejana) com o objetivo de mostrar para as autoridades a verdade que ocorre em Messejana.

A Praça de Messejana

Em seguida nos deslocamos até a pracinha de Messejana, observando a estreita rua ao lado da Igreja, na qual no nosso entender deveria ser proibido estacionar para a melhoria da fluidez do tráfego      na área. No percurso os muros pichados, poluição visual tremenda e mostras do real estado que se encontra Messejana.

Som alto de carros e falta de policiamento

Do outro lado da Praça da Matriz, em razão da proximidade do final de semana,
sexta-feira, várias vendas de comidas e bebidas, em plena praça, fazendo acreditar que não tenham permissão de ocupar o espaço público daquela forma. Grupos de pessoas conversando e tomando suas bebidas, ao som de uma música alta vinda de um carro de som em plena praça! Até o momento é importante frisar que o grupo desde o início da caminhada (já há mais de uma hora) não presenciou nenhum tipo de policiamento (nem policiais na praça, nem guardas municipais, nem mesmo nenhuma viatura do Ronda do Quarteirão ou de polícia de qualquer tipo passando.

O calçadão da Lagoa - uma “boca quente”

O próximo passo foi seguir pelo calçadão que margeia a Lagoa de Messejana até o Pólo de Lazer. Muita escuridão e, no próprio pólo, verificou-se que vândalos estão destruindo novamente o que a Prefeitura fez e refez várias vezes, retirando as madeiras, as tábuas do piso, para fazer rampas para a Lagoa ou mesmo para fazer fogo e churrasco para as bebedeiras no local. Um dos membros da equipe torceu o pé, quase fraturando a perna, ao cair em um dos buracos lá existentes. (O levantamento fotográfico e as reportagens em vídeo realizadas no dia seguinte constataram o perigo, material que em breve estará disponível no Portal Messejana e os vídeos no Canal Youtube do Portal).

Os perigos do calçadão

No retorno o grupo enfrentou uma parada dura, qual seja a de andar pelo calçadão, entre a pracinha, passando por trás da rua do antigo Balneário Clube de Messejana (que infelizmente foi destruído e hoje é uma pracinha mal cuidada, escura e abandonada).

Em alguns locais do percurso vários “banheiros” naturais, que as pessoas utilizam para fazer suas necessidades ao ar livre. E fica a podridão espalhada, no chão, na água da lagoa e no ar... Não há um só banheiro químico. Segundo nos foi informado quando instalaram banheiros químicos no local, e isso é incrível – algumas pessoas se aproveitaram para cobrar aluguel dos espaços para que viciados se drogassem ou praticassem sexo. Pode?  E depois esses banheiros foram retirados.    

O calçadão (todo escondido pelos altos muros, tanto é que ninguém de fora de Messejana toma conhecimento de sua existência), foi um dos motivos da realização dessa caminhada educativa.

A escuridão e a ausência total de policiamento na área nos assustaram. Mesmo porque se houvesse qualquer tentativa de assalto estaríamos totalmente desprotegidos, fora da visão de todos, praticamente no escuro e sujeitos a qualquer tipo de violência. Cruzamos com uns ciclistas (poucos) e ficamos até preocupados com a história do roubo de celulares e assaltos. Certamente não fomos abordados pelo número de pessoas na caminhada. Sozinho por ali nem pensar...

Uma “Barra Pesada”

No final do calçadão vimos o que resta do antigo Tremendão, que está desocupado e teve várias partes da construção furtadas e as paredes dos escritórios arrombadas (que ficam embaixo do prédio). O ambiente está sendo esconderijo de usuários de entorpecentes e local para abrigar prostituição e outros ilícitos. Bem que poderia ser mostrado pelos programas de televisão que tratam do tema.

Seguimos pelo calçadão (ainda sem encontrar nenhum policiamento e sem ver nenhuma viatura passar pela Av. Frei Cirilo) até o final da Lagoa de Messejana. Nesse local o Grupo Amigos da Lagoa já identificou mais de uma vez construções irregulares visando a instalação de “Tapioqueiras” à margem da Lagoa, sem licença, sem estrutura, sem nada. Na oportunidade, pela ação do grupo, as barracas foram retiradas e o local foi limpo e pintado. Hoje vemos um painel “Amigos da Lagoa”, com uns versos de autoria do Sr. Ramalho, morador antigo de Messejana, fundador e líder desse movimento.

A Lagoa de Messejana, com sua beleza, é mal aproveitada e mal tratada

Neste ponto concluímos que a Lagoa de Messejana é muito bonita e possui atrativos para os próprios moradores e turistas, se houvesse um melhor aproveitamento da área.

Por exemplo, poderiam ser instalados parques infantis, com brinquedos para as crianças, pedalinhos, passeios de caiaque, equipamentos para ginástica destinados a todas as idades etc. Nas margens, se fossem limpas e não contaminadas pelos esgotos, óleo de automóveis vindos de oficinas, bem que poderiam ser plantadas hortas para a própria comunidade.

Não sabemos se tal iniciativa depende do Estado ou do Município, tendo em vista que o controle de áreas ambientais é do Estado. Mas independente disso, acordos poderiam ser firmados e o aproveitamento do potencial dessa bonita Lagoa de Messejana seria utilizado de forma plena, melhorando assim as condições de uso e propiciando atrativos para a população de Messejana.

Mas tudo isso só poderia ocorrer com infraestrutura, segurança, iluminação, manutenção e controle dos órgãos responsáveis. Como é de conhecimento geral, algumas melhorias de limpeza foram feitas, mas não foram observadas as práticas de manutenção nem implantado sistemas de segurança e vigilância da área. Tudo será perdido rapidamente. E os vândalos (que infelizmente fazem parte da população) irão destruir tudo em pouco tempo. É a falta de educação em seu sentido mais amplo.

No retorno pela via principal de acesso, a Frei Cirilo, vimos casas comerciais protegidas por grades, com escuridão nas calçadas e praticamente ausência de pedestres, o que faz notar que a comunidade em geral tem medo de andar à noite em Messejana, por motivos mais do que justos.

Propaganda enganosa?

Um anúncio publicitário do governo faz a propaganda da Ronda do Quarteirão, através de uma comerciante que tem sua loja na Avenida. 13 de Maio, salvo engano. Diz a senhora que depois da implantação do programa pode ficar com sua loja aberta tranquilamente, porque se sente protegida. Será? Pelo menos aqui em Messejana não está assim. Se você andar à noite ou mesmo de dia em algumas ruas é quase certo de que vai ser ameaçado de morte e assaltados por ladrões de celular, que andam de bicicletas. E ainda vão chamar você de “vagabundo”, conforme jargão utilizado pelos marginais. São as ocorrências mais comuns.

Do início do Programa Ronda do Quarteirão, muito elogiado pelo Portal Messejana, até hoje, mudanças ocorreram. A periodicidade da passagem de viaturas diminuiu muito mesmo. Em nosso entender, pois também já trabalhamos na área de inteligência e de segurança em nível federal, as eficientes motocicletas da FTA (Força Tática de Apoio) poderiam ser mais utilizadas, por ganhariam de dez a zero nas viaturas do Ronda, por sua agilidade operacional, principalmente parta perseguirem ciclistas assaltantes.  

A Praça do Mercado

O percurso de volta passou ainda pela Praça do Mercado, que está totalmente tomada pelas armações das barracas a semana inteira, impossibilitando a passagem das pessoas. Deixou, portanto, de ser uma praça, sendo ocupada de forma constante pelos feirantes.

Nos finais de semana a coisa extrapola e  a feira toma conta das calçadas dos quarteirões vizinhos. É uma desordem total, um caos no trânsito, nas calçadas (dominadas pelas barracas), fazendo com que as pessoas arrisquem suas vidas disputando os espaços com os carros. Isso sem falar que alguns motociclistas irresponsavelmente, para se livrar dos engarrafamentos, também passam pelas calçadas! Se tivesse fiscalização isso ocorreria? É uma verdadeira anarquia e um escárnio com a população de Messejana.

Fotografias

Algumas fotos obtidas à luz do dia retratam os pontos nela comentados, como esgotos a céu aberto, carros e motos estacionados de forma irregular, muito lixo, terrenos baldios e casas com abrigo para marginais e usuários de drogas etc.

Ainda espero, com poucas esperanças, voltar a escever sobre o tema, com a situação corrigida, mostrando apenas fotografias bonitas de Messejana, mas no momento isto seria esconder uma realidade, a verdade sobre os fatos.

João Ribeiro da Silva Neto

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