sábado, 21 de fevereiro de 2015

Um ano completamente tumultuado para o Brasil e para os brasileiros


Desde os últimos meses de 2014 as coisas já se prenunciavam sombrias. Estranhamente durante as eleições houve uma incrível omissão de verdades, agora totalmente expostas tão como fraturas, que ferem o orgulho de ser brasileiro. Ora, acabou o carnaval agora, mas os políticos não voltaram ainda a seus trabalhos! A troco de que? Sabem que seus salários estarão garantidos ao final do mês! Duvido que alguém desconte um centavo deles. Tudo dominado, na casa do sem jeito diriam alguns.

ONDE ESTÁ A VERDADE?
 
A posse da presidente Dilma, a troca de Ministros e uma enxurrada de aumentos de impostos, dos combustíveis, da água, da energia elétrica e por aí vai... E absolutamente ninguém aparece nos noticiários para avisar ao povo o que realmente está ocorrendo. Certamente a falta de credibilidade é tão grande que estão deixando a sociedade “esfriar” mais um pouco para aparecerem. E faz parte também da estratégia conhecida de todos afirmativas do tipo: não sei de nada, não vi isso, não conheço, nunca estive com fulano ou sicrano... As esperanças dos brasileiros que entendem um pouco do assunto e que acompanham os casos é que as provas sejam contundentes e que todo mundo que tenha culpa seja alcançado, independente de sua coloração partidária ou da quantidade de dinheiro ou poder que detém.  

As empresas também possuem os seus advogados ou assessores para dizer “estamos prontos a colaborar com a justiça” e coisas do gênero. A crise na Petrobrás gerou por último uma série de comerciais na televisão para tentar recuperar a imagem de uma empresa “sólida”, mas que foi verdadeiramente assaltada por bandos de facínoras. Os empresários envolvidos e que propuseram a delação premiada falam abertamente, com seus paletós, como se estivessem em plena reunião de negócios tratando de assuntos lícitos e não de seus próprios desvios ou recebimento de propinas. Uma vergonha.

ILICITUDE PARECE SER UMA REGRA

Um mar de lama em vários locais. A cada dia mais escândalos surgem, com seus desdobramentos. O Ministério Público e a Polícia Federal lutam com afinco para dar vencimento às suas árduas tarefas. É tanto dinheiro desviado, para tantas pessoas, com destinos cada vez mais sofisticados, o que chamam de “lavagem” de dinheiro sujo das propinas. De forma igual aparece o envolvimento de empreiteiros e de entidades bancárias também envolvidas nas tramas. É simplesmente estarrecedor. E o bravo juiz federal Sergio Moro luta para consertar tudo, apurar os lícitos e penalizar quem deve. A esperança é que os “respingos” chegam até os verdadeiros líderes das organizações criminosas. A todos os instantes noticiários mostram as operações, mandados de busca e apreensão, com várias pessoas presas. Chega ao ponto de não se entender direito o que se passa tal a quantidade das irregularidades em todo o país! A população mais simples não entende mesmo. Só sabe que os preços aumentam, os custos disparam, a violência também se alastra... É a impunidade deixando sua marca.  

SERIA FALTA DE ÉTICA?

O encontro marcado por advogados das empresas enroladas por denúncias na operação Lava-Jato, com o Ministro da Justiça, é no mínimo estranho e por isso mesmo deve ser levado em conta pelo Congresso Nacional, que deve pedir uma explicação formal, pelo menos isso. Jamais saberemos de fato toda a verdade por detrás dos bastidores.

A LEI FUNCIONA PARA UNS E PARA OUTROS NEM TANTO

Por outro lado não se imagina um advogado ou grupo de advogados de milícias, de uma facção criminosa ligada ao tráfico de entorpecentes, pelo menos tentar contato com o Ministro da Justiça, que é na realidade que comanda a Polícia Federal. Ou seja: os poderosos aqui no Brasil se acham no direito de interferir ou de tentar ingerência nos assuntos ligados à justiça, buscando para isso todos os meios possíveis. Um absurdo. Quem furta muito no Brasil pode se dar ao luxo de ter tido apreendido iates, carros importados, lanchas e ainda ter “de sobra” milhões depositados em contas secretas, afora transferência de bens para terceiros com o objetivo de burlar à lei.

Até onde chegaremos?

Correndo ao lado de tanta desgraça ainda estamos com fatores climáticos desfavoráveis, como a falta de chuvas em alguns estados e o excesso em outros.

(*) João Ribeiro é atualmente diretor, analista de conteúdo e editorialista do Portal Messejana. Escreve também para seu blog – o Blog do João Ribeiro, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional; também é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) da Presidência da República. 

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