quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Para descontrair, mais um passeio em família, na Argentina e no Uruguai

Desta vez fomos conhecer nossos irmãos argentinos e uruguaios. A princípio não tinha vontade de ir a Buenos Aires, mas como muitos de nosso grupo familiar o fizeram decidimos acompanhá-los. E foi muito bom. Principalmente por assinalar a minha primeira viagem ao lado de Isabela, nossa netinha querida. Ela foi uma guerreira o tempo inteiro. Foi conosco até mesmo ao Uruguai! Assim, logo ao completar seu primeiro aninho de vida já conheceu dois países. Certamente não lembrará nada, mas as impressões do convívio, dos lugares, das pessoas, muito influenciarão na sua maneira de ser, no seu comportamento. Isabela foi um show à parte. Cumprimentava a todos, dava “tchau”, sorria e queria andar “dada” sempre que podia. Usou vários “looks”, todos muito legais. Gostei muito quando vestiu a camisa que lhe presenteei em outra oportunidade, com os dizeres “Meu avô é muito querido, mexeu com ele, mexeu comigo”.

IMPRESSÕES SOBRE A ARGENTINA

Mas outra impressão que gostaria de compartilhar com vocês é sobre o povo argentino. Mudei para bem melhor a ideia que deles fazemos aqui no Brasil. São gentis e não pude notar nenhuma forma de ranço com os brasileiros, pelo contrário. Procuram informar o melhor que podem, limitados às vezes pelas pequenas barreiras do idioma.

Buenos Aires é uma cidade bonita, com prédios históricos e também muitas edificações modernas e grandiosas. Há monumentos por toda parte. Nos deslocamentos através de táxis sempre procurei saber um pouco de tudo em nossa volta. E ainda mais: sobre a situação do governo atual deles. A totalidade referiu que o povo está muito insatisfeito com a atual gestora. A inflação na Argentina corrói rapidamente o valor do peso; há queixas de uma grande corrupção em vários setores governamentais, impostos altos e pouco retorno. E uma previsão de que em 2015 a situação piore ainda mais. O câmbio do real para peso está em torno de 4.2, ou seja, para quem troca 500 reais recebe 2.100 pesos. Inicialmente dá uma sensação de que você está “rico” e vai se dar bem, mas não é bem isso que ocorre. Da mesma forma com que o peso entra fácil em seu bolso, em grande quantidade, sai mais rápido ainda!

Bem, o assunto aqui não é política. Voltemos aos belos parques, museus, teatros de Buenos Aires e seus passeios tradicionais. Todos ótimos. A falta de segurança nos locais, que me preocupava a princípio, baseado em outras grandes cidades, não ocorreu. Os argentinos circulam livremente, sem a preocupação com seus celulares e demais acessórios. Lógico que os cuidados básicos devem ser mantidos em todas as situações, pois Buenos Aires é uma grande cidade e como tal sujeita a ações ilícitas. Mas nada vimos sobre isso. Tudo em paz!

Bem recebidos desde a chagada no país, pelo controle imigratório, o qual com toda a tranquilidade realizou os procedimentos necessários para o ingresso no país.

UM ENCONTRO AGRADÁVEL

Encontramos por lá um grupo de estudantes cearenses que faziam mestrado em suas áreas de estudo. Houve logicamente um bom entrosamento e já estamos nos comunicando normalmente pelas redes sociais.

Recomendamos, para que pensa visitar Buenos Aires, os passeios contratados com empresas registradas e, se possível, som operadores indicadas pelo seu hotel. Ficamos no Nina Suítes Hotel, em Palermo Soho.
Em toda a viagem tudo foi perfeito, sem complicações.

NOTA NEGATIVA, AINDA EM FORTALEZA!

A única nota NEGATIVA que gostaria de destacar, por incrível que pareça, foi ainda na saída, no Aeroporto de Fortaleza, quando visualizei uma funcionária do controle de bagagens e responsável pelos detectores de metal nos passageiros, fazia abordagens sem o mínimo de educação e respeito devido, como se fosse uma policial abordando marginais suspeitos de ações ilícitas. Mal preparada ou investida de uma “autoridade” policial exagerada deixou péssima impressão. Mas ela é nova e certamente encontrará alguém que a corrigirá, deixando de denegrir, pela sua péssima atitude, a ação fiscalizadora brasileira em aeroportos. Assunto que deve ser merecer toda a atenção das instituições responsáveis pelo assunto.

Do lado argentino e paraguaio o que notei foi educação e bem preparo desses funcionários. E que venham mais passeios e conhecimentos sobre povos amigos! 

(*) João Ribeiro é Analista de Informações do Ministério do Trabalho, aposentado, cargo hoje denominado Oficial de Inteligência na atual Agência Brasileira de Inteligência (ABIN); atuou também na Chefia da Segurança Orgânica, de Informática e da Documentação, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Atualmente é Diretor do Instituto Portal Messejana e escreve também em seu blog, no qual aborda assuntos de interesse geral da comunidade e de outros campos de expressão do poder nacional. 


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