sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Simplesmente manias ou marcas que trazemos de outras existências?


A organização sempre foi inata em mim desde a infância. Lembro bem de alguns fatos que ocorriam sempre, ainda quando morava em São José dos Campos e que até hoje persistem. Aquela coisa de querer tudo nos seus lugares para achar sempre que precisar. Sei que algumas pessoas não são assim. Mas, fale a verdade, não é bom você procurar uma lanterna, uma tesourinha, uma determinada chave e saber exatamente onde a encontrar? Certamente que é muito legal! 

Os pequenos brinquedos dentro de suas respectivas caixas, por exemplo. O cuidado ao guardá-los, deixando-os em perfeito estado. Isso se repetiu durante toda a minha vida. Na época em que era guitarrista do Conjunto Big Brasa mantinha os meus equipamentos, principalmente minhas guitarras e pedais de efeitos, todos organizados, limpos.

Não sei a que ponto isso foi repassado a mim por minha mãe e o quanto transmiti aos meus filhos esses conceitos de organização. Ou melhor, não foi repassado, pois nunca forcei ninguém a agir dessa forma, apenas mostrava o meu ponto de vista, de forma que tudo aquilo que se mantém organizado é melhor.

Até as gavetas dos guarda-roupas, estojos de ferramentas, componentes eletrônicos, em minha época de radioamadorismo. Tudo organizado. Sempre que dava certo eu dividia a gaveta em setores, de forma a subdividir as coisas menores. E guardava todas as caixas que em meu entendimento poderiam ser úteis.

Quem não conhece os benefícios de procurar um parafuso de rosca soberba ou uma chave de fenda “estrela” e saber exatamente onde estão?

Os documentos relativos ao dia a dia de uma casa, de uma vida, são religiosamente arquivados, ano a ano. Muitas coisas tenho certeza que são importantes, mas outras tenho certeza de que não. O problema é ter tempo para fazer uma desfragmentação de conteúdo!

Quando comecei a utilizar a informática de forma plena isso se configurou através das Pastas e suas subdivisões. Não poderia ser melhor. Ter um disco rígido organizado, com as divisões todas nomeadas corretamente e de maneira que a recuperação dos arquivos seja rápida. Até o telefone celular entrou nessa. Não me conformo até que, depois de alguns dias, divido as fotografias recebidas e as coloco em seus respectivos locais. Quando não há tempo suficiente, algumas ficam em uma pasta chama “A distribuir” ou coisa assim.

Mas ao longo da vida isso pode se tornar um problema de espaço físico. Como em nossa casa ainda existe espaços o acúmulo de documentos e objetos de toda sorte ainda estão mantidos. São “reciclados” de vez em quando e as pessoas curtem comigo porque guardo ainda aquilo que para elas não vale mais nada. Talvez estejam certas!

De alguns anos para cá mudei os procedimentos e relaxei (não na parte de organização) na parte da guarde de tudo e me desapeguei de muita coisa. Estaria ficando mais evoluído? (Estou sorrindo agora)...

Como o tempo vai passando uma breve “análise” daquilo que você mantém guardado é suficiente para ver que é hora de começar a se desfazer logo de muita coisa. Certamente vários objetos poderão servir a outros, quem sabe? Neste final de 2014 prometo a mim mesmo que vamos progredir neste aspecto, mas sem descuidar da organização!

Por falar nisso onde estão as imagens que tinha preparado para este texto?



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