terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dia do Músico, 22 de novembro!


Acordei e logo soube, pela internet, que hoje é o Dia do Músico. Fiquei feliz, recebi parabéns e pensei em escrever um texto sobre o assunto. Na primeira pesquisa achei que o Dia do Músico acontece anualmente em 22 de novembro para homenagear todo e qualquer ser humano que se dedique à música. O dia 22 de novembro foi lembrado para a comemoração do Dia do Músico por ser também o Dia de Santa Cecília, que é considerada a padroeira dos músicos, tornando a data um referencial para todos os que se dedicam à nobre arte de alegrar as pessoas.

Mas para o Músico, assim como as demais profissões, o seu dia é vivido constantemente através de suas rotinas, de seu trabalho, de seus estudos, de seus ensaios. Um Músico é uma profissão que considero por demais nobre e também guiada por um dom específico, espiritual talvez, mas em qualquer caso admirável por ser uma arte internacional, com uma linguagem própria e que possibilita um fácil entendimento por todos no mundo, independente dos idiomas, das diferentes culturas existentes. 

No Brasil e particularmente nas áreas mais carentes o Músico ainda encontra muitas dificuldades para o desenvolvimento de seu trabalho, reconhecimento de sua arte, e muitas vezes até mesmo no que diz respeito à capacidade de sobreviver da Música. Os meus pais, desde minha infância, me apoiaram muito. Desde quando demonstrei afinidade com a Música e comecei a aprender Acordeon e futuramente, aos 14 anos, com a vontade que tive em montar um Conjunto Musical (que seria o Conjunto Big Brasa, de excelentes recordações). Tudo isso passando por etapas. A das serenatas, a das dublagens até chegar ao profissionalismo, que exigiu muito de todos nós que participamos do período. 

Algumas pessoas da sociedade mantinham (e até hoje acho que ainda existe) um preconceito contra o músico. Alguns clubes de Fortaleza por vezes demonstravam muita falta de preparo ao tratar com os músicos. Combati isso em toda a minha trajetória musical, tendo em vista que encarava tudo com o maior profissionalismo e responsabilidade. O desrespeito às leis trabalhistas com o Músico era patente. Mas pelo tempo, pelo avanço de algumas instituições, tenho a impressão de que este quadro melhorou um pouco. 

O meu pai orientava a todos nós, do Conjunto Big Brasa, ao dizer sempre: “Estudem, porque música não dá camisa para ninguém”. Referindo-se acertadamente que em muitos casos não poderíamos contar na certa com o “viver exclusivamente de música”. São poucos aqueles que conseguem isso, apesar de inúmeros talentos existentes. Então seguimos o seu conselho e com o passar do tempo a maioria dos componentes do Conjunto Big Brasa seguiu outros caminhos, inclusive eu, passando a trabalhar em uma área totalmente diferente da música por contingências da vida. Mas fico feliz com os amigos que conseguem hoje sobreviver da música, com todas as dificuldades existentes. O prazer de tocar, praticar a música, é indescritível. Mas o reconhecimento pela arte também sempre é muito bem vindo por aquele que a pratica.  

Se é que a experiência vale alguma coisa aconselho aos mais novos estudarem muito, não só a própria música, quanto os demais aspectos inerentes à nobre profissão. E se mostrar sempre de forma digna, cobrar de todos o fiel cumprimento da legislação para o músico e assim conseguir uma carreira vitoriosa nesta arte fantástica, que poucos recebem o privilégio de possuí-la. 

Assim, Parabéns a todos os músicos cearenses, brasileiros e do mundo inteiro. Gosto muito de prestigiar os talentos que são descobertos ainda na infância e por isso mesmo criei nas redes sociais uma página intitulada “Pequenos Gênios da Música”, no qual todos os nossos amigos postam destaques, os mais impressionantes, daqueles pequenos que detêm o dom divino da música. 

João Ribeiro da Silva Neto (“Beiró”) 

Guitarrista-solo e fundador do Conjunto Musical Big Brasa, que atuou em Fortaleza nos Anos 60/70 e que até hoje é ligado à música. 

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