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A importância da família em nossas vidas

PROJETO “FAMÍLIA RIBEIRO DA SILVA” -  A importância da família em nossas vidas Em primeiro lugar destaco uma constatação extremamente óbvia:...

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O Brasil em compasso de espera...


As necessidades do Brasil são muitas, em diversos setores. E há um sem número de processos criminais, investigações contra doleiros, políticos, administradores, ex-presidente e presidente afastada, empresários, gerentes e funcionários de estatais, construtoras, enfim, gente de tudo que é tipo e categoria, no sentido de pelo menos minimizar a corrupção e corrigir os ilícitos cometidos.

Mas o pior e que vale a pena destacar são os nossos representantes – os políticos, os quais estão em sua maioria preocupados em desengavetar projetos de lei que visam obstaculizar a justiça, dificultar as autoridades nas apurações e investigações. E estes mesmos vivem no dia a dia em uma incessante luta pelo poder, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. Temos um presidente afastado, prestes a ser banido dos quadros e outro, no Senado Federal, com vários processos e investigações contra ele tramitando. Mas, como se pode observar é como se nada disso estivesse acontecendo. Todos falam em seriedade, em ética, moral etc. E praticam exatamente o contrário.

Enquanto por um lado temos um presidente interino, que tenta de todas as maneiras evitar o desastre total, no sentido de recuperar os males que atingiu o Brasil deixando-o em uma crise, com milhões de desempregados, deficiências em praticamente todos os setores da conjuntura nacional, há parte da sociedade que ainda insiste em apoiar a forma de governo empregada até o afastamento temporário de Dilma Rousseff através de um processo de “impeachment”.

A sociedade continua assustada e vendo todos os dias as operações da Lava Jato e seus desdobramentos descobrirem mais falcatruas. Quanto mais investigam mais podridão descobrem. É uma lástima que tenhamos chegado a este ponto.

Por outro lado parcela da sociedade tem criticado muito a morosidade da justiça, em especial por parte do Supremo Tribunal Federal, a corte máxima do país, acusando os juízes de parcialidade e protecionismo ao Partido dos Trabalhadores (PT).

É importante dizer ainda que é inadmissível que presos sejam colocados em prisão domiciliar, completamente livres por falta de tornozeleiras eletrônicas. Outros após as delações premiadas ainda são rapidamente liberados para cumprir as suas penas em casa, ou melhor, nas suas mansões, gozando todos os benefícios de um bom clube social.

A diferenciação entre os brasileiros está, também, nisso: enquanto uns gozam dos melhores benefícios das leis, porque têm bons advogados, assistência jurídica total, outros padecem no perverso e falido sistema carcerário brasileiro, com suas mazelas, onde na grande maioria os que ali estão “frequentam” apenas uma verdadeira escola do crime. São obrigados a aceitar regras de facções criminosas e quando voltam para a sociedade o fazem da pior maneira possível, praticamente sem condição nenhuma para o ingresso na vida comum. 

Estamos em um compasso de espera! 

E o pior: em um ano eleitoral onde centenas de maus políticos acordaram depois de hibernar por muito tempo e agora estão ávidos por votos. Qual seria a melhor saída? Talvez a que fizesse uma reforma política verdadeira e que expurgasse os maus políticos e filtrasse melhor os representantes do povo brasileiro. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Conjunto Big Brasa em noites de embalo no Clube Líbano Brasileiro

O Clube Líbano Brasileiro

Com uma excelente estrutura, bem localizado (sua sede em 1971 ficava na Tibúrcio Cavalcante, na Aldeota), possuía um palco com boa acústica e altura em relação ao grande salão de dança. A entrada para os músicos podia ser feita por duas escadas laterais, praticamente sem vista para o público. Uma iluminação discreta e adequada aos diversos ambientes favorecia a beleza do ambiente. Muitas mesas e espaços amplos, que favoreciam a boa circulação dos presentes. À parte ainda a Boate do Líbano, que ficava ao lado, na mesma área do Clube, e servia para eventos de menor porte. Os festivais realizados no Líbano tinham um sucesso antecipado e a procura muito grande. Todo mundo queria ir, participar e danças ao som de muitos conjuntos bons que por lá passaram.

Fotografia do Blog Fortaleza Nobre.

 

A presença do Conjunto Big Brasa no Clube Líbano

Vale recordar o que era muito bom! Sim, as festas no Clube Líbano, de Fortaleza, Ceará, eram muito animadas. E foram muitas aquelas em que o Conjunto Big Brasa deixou sua presença. Para os mais novos, que não conheceram o Clube Líbano e nem o Conjunto Big Brasa, vai uma pequena síntese do que se passava naquelas noitadas inesquecíveis.

Antes das festas

O preparo começava cedo, com o transporte dos equipamentos do Conjunto Big Brasa para o clube. Eu chegava sempre mais cedo, ajudava e acompanhava a montagem. Preocupava-me seriamente com todos os compromissos. Como na época as dificuldades de pessoal eram maiores, eu mesmo tinha o cuidado de até afinar bem os instrumentos, deixando-os “no ponto”, como se diz, para que cada um dos nossos músicos apenas conferisse antes mesmo de iniciar. O posicionamento das caixas de som e amplificadores, localização dos teclados, da bateria e dos microfones. E a rápida passagem de som para ver se tudo estava perfeito.

O início dos bailes

Muitas vezes o Conjunto Big Brasa, que tinha como uma de suas características a pontualidade, iniciava a festa com um tema que fosse, sem dúvida, impressionar todos os presentes. Os pequenos toques de guitarra (poderiam ser alguns riffs, como se emprega hoje em dia) eram o bastante para agitar a galera. Eu curtia muito dar uma animada no pessoal, minutos antes, com alguns efeitos de minha guitarra e usando pedais como o wah-wah. Um detalhe: este tipo de pedal foi inaugurado pelo Conjunto Big Brasa em uma apresentação no Clube Líbano! Como possuía um som característico e que as pessoas ainda não estavam acostumadas a ouvir, nós achávamos muita graça quando víamos pessoas, instintivamente, imitando, com trejeitos na boa, sem sentir, o som do wah-wah. O “Tema do Aeroporto” era uma das músicas muito tocadas no período. E a utilização do wah-wah pela guitarra chamava a atenção pela sonoridade e pelo próprio efeito.

Um tema musical pesado de muito sucesso

Dia de ensaio no “QG” do Big Brasa e nosso amigo e contrabaixista Lucius Maia nos apresentou a música “In A Gadda da Vida", da banda Iron Butterfly. De gosto musical muito apurado (rock, jazz, blues) ele acertou mais uma vez em cheio, como se diz. Após os devidos ensaios a referida música (link para o Youtube aqui) passou ao repertório do Conjunto Big Brasa. O tema musical favorecia a uma improvisação intensa, com a utilização das imagináveis viagens que todos nós fazíamos, durante sua execução. O Lucius Maia lembrará com toda certeza, assim como os demais integrantes do Big Brasa naquele período, do impacto que a música fazia ao ser iniciada. Um bom volume, com tudo bem ensaiado para proporcionar um bom espetáculo.


E assim se passou uma fase de ouro para todos nós, que fizemos o Conjunto Big Brasa, bem como para todos aqueles que conosco participaram das festas, que dançaram ao nosso som e que curtiram muito de um repertório selecionado.  

quarta-feira, 9 de março de 2016

O Brasil na atualidade e os indicadores que mais nos assustam

Sei que o Brasil enfrentou anteriormente períodos difíceis e conseguiu superá-los. Mas nos últimos tempos não tinha me deparado ainda com uma complicação dessas. E não precisamos esforço para procurar. Difícil é selecionar dentre os setores prejudicados aqueles que estão em pior estado.

A Corrupção

Em meu entendimento o mal pior. Enraizado em vários setores da sociedade, no meio político, entre os gestores, os maus empresários, os atravessadores, enfim em uma gama de segmentos. E seus desdobramentos merecem ser mencionados, porque se há um criminoso, por um lado, por outro há aquele que o defende, um outro que tenta comprar sua absolvição e por aí as coisas se seguem como em um interminável novelo, com desdobramentos infindáveis.

O Desemprego

Com os indícios de uma crise econômica aumentando há o desencadeamento em cascata de outros problemas. Dentre eles o desemprego, nos mais variados setores da economia. Há uma apreensão, um medo que paira no ar, principalmente para aqueles que ainda estão com seus empregos. E um desespero para outros que infelizmente foram despedidos em razão da fraqueza da economia brasileira. Tudo isso gerando, logicamente, mais problemas sociais. É aquele trabalhador que comprara um apartamento e agora tem que devolvê-lo porque está desempregado. O fim de muitos sonhos.

A Crise Política
A ética e a moral têm sido valores massacrados na atualidade. Com os múltiplos casos de denúncias, de acusações, de processos que culminaram em prisões dos envolvidos. E o pior: parece que não tem fim! Quando um caso é desvendado surgem vários outros... Como se os ilícitos parissem filhotes a todo instante.

Assim, com a classe política bastante envolvida a população já não sabe mais a quem apelar. O Brasil está paralisado há um ano, pelo menos. O governo tentando apoio para conseguir aprovar mais impostos para tapar os rombos e os políticos, por sua vez, dificultando, não por querer o bem do povo, propriamente, mas também porque a carga tributária é excessiva no Brasil. 

A Economia

Estagnada em muitos setores, a economia padece e vai deixando rastros fortes entre a população, a sociedade. Milhares de postos de trabalho vão sendo fechados, acarretando o conhecido efeito dominó. O desempregado não compra, o comércio demite mais e depois mais estabelecimentos são fechados, as indústrias diminuem a produção etc.

A área da Saúde
 
Na área de Saúde encontramos problemas variados: hospitais sem condição de atendimento, falta de médicos, equipamentos, ambulâncias, leitos, remédios... Muitas unidades que começaram a ser construídas, mas foram interrompidas. Uma lástima. Consultas para serem marcadas e o pessoal não consegue. Licenças ou perícias agendadas com o INSS mas em razão de sucessivas greves o povo continua padecendo.

Segurança Pública

Estamos caminhando para um verdadeiro caos. Observem: os cidadãos foram desarmados e não podem mais ter o direito de defender suas vidas e a de seus familiares. As polícias não conseguem vencer o crime organizado, nem muito menos as outras facetas de crimes isolados. Assassinatos, assaltos, furtos, roubos, crimes bárbaros ficam na maioria das vezes apenas nas estatísticas, na frieza dos números.

Nós estamos verdadeiramente enjaulados em prisões domiciliares, na verdade, com os criminosos à espreita, esperando um momento para nos atacar, nos roubar, nos agredir. Chegamos quase ao fundo do poço. A banalização da morte já acontece. Os noticiários no dia a dia estampam os mais odientos crimes, bárbaros, e nos acostumamos com os fatos. É preciso mudar!

Contribuir é necessário 

Se você gostou deste texto compartilhe com seus amigos, divulgue nas redes sociais, faça seu papel de cidadania. Não podemos ficar mornos com a situação. Casa um pode – e deve – contribuir de alguma forma para encontrarmos juntos uma melhora para nosso excelente Brasil, antes que seja tarde demais.  

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Por que a humanidade está se autodestruindo?

Escrevo sem a menor pretensão literária, apenas por observações ao longo do tempo e algumas reflexões que gostaria de compartilhar com as pessoas. Em Brasília uma vez assisti a uma palestra em que o professor iniciava com um impacto. Quase gritando ele dizia: “desde o início do mundo já houve milhares de guerras que mataram milhões de pessoas” e complementava com dados estatísticos surpreendentes sobre os inúmeros grandes conflitos mundiais. 

Os dias e anos passaram e o acompanhamento da vida na área internacional, com a facilidade que temos hoje em razão das mídias, das notícias de toda ordem que nos chegam quase em tempo real, comprova que a humanidade se autodestrói violentamente.

São conflitos de toda a natureza: políticos, religiosos, étnicos, raciais, que dia a dia vão exterminando a nossa própria raça humana, além das possibilidades de se acabar repentinamente o mundo inteiro em razão de artefatos nucleares. E ainda há o terrorismo internacional que distribui e ataca indiscriminadamente em qualquer lugar, a qualquer hora.

Chega a ser ridículo observar que o homem tem aqui na terra inúmeras possibilidades de coexistência pacífica. Mas por interesses múltiplos se desviam desse caminho. Os conceitos do Bem e do Mal também não são convergentes em todos os países. Há grupos, por exemplo, que matam pessoas, dizimam famílias, alegando agiram em nome de Deus.

As grandes guerras mundiais deixaram marcas de loucura e de destruição nos povos. E quase, por muito pouco, uma liderança extravagante conseguiu dominar todo o mundo inteiro. Milhares de judeus foram perseguidos, países invadidos e subjugados. Um fato histórico lamentável sob todos os aspectos.

A violência humana em nosso país também é inconcebível. A banalização das mortes bárbaras, dos assaltos, assassinatos, faz parte do cotidiano, infelizmente. E parece que nada fazemos para corrigir isso, para mudar de rumo, para que as pessoas pratiquem o Bem e não o Mal. Que final triste o mundo terá daqui a algum tempo!

O que o livre arbítrio pode causar quando a humanidade estiver nas mãos erradas? Ninguém pode de sã consciência prever. Mas uma projeção pode ser feita, com a escalada dos conflitos e dos grupos radicais, que geram por sua vez, atos de defesa por parte dos alvos potenciais e mais insegurança e violência.
 
Na observação de nossos criadores, o que achariam disso tudo? Tendo por base os princípios normais (e de nosso entendimento do que é certo) eles diriam mais ou menos isso: que pessoal mais idiota! Possuem uma área física enorme com muitos recursos naturais, alimentação que poderia ser farta para todos. Inteligência para algumas coisas, tipo avanços tecnológicos, mas em outro ponto de vista totalmente desumanos. E com tudo de bom para a vida escolhem caminhos para se autodestruir.

O mundo é assim desde o início, com as guerras de conquista. E a humanidade seguiu os passos bélicos ao longo dos tempos. A ganância dos povos é impressionante. O lucro faz com que a indústria de armas para as incontáveis guerras não para de crescer.

Seremos um laboratório terrestre, perdido na imensidão do Universo? Para onde iremos depois de nossa morte física? Como será nossa classificação de risco em um ambiente espiritual?

Veremos algum dia quando o mundo acabar. E ele vai acabar um dia, você vai morrer... E eu também, parafraseando o ilustre mestre Mario Sergio Cortella. Espero que cada um de nós faça sua parte para minimizar os estragos gerais produzidos pela própria natureza humana... 

E se tiver um galo cantando no palco, será multado pela Ordem dos Músicos?



Foi bem assim: época de carnaval e nosso Conjunto Big Brasa tinha sido contratado para animar quatro bailes no Clube Recreativo Cascavelense (CRC). O ano: 1980. Tudo acertado. Então resolvemos alugar uma casa em Cascavel para que nosso pessoal todo (músicos, técnicos auxiliares e “bigus”) ficasse em segurança depois dos bailes, tendo em vista que o deslocamento para Fortaleza, após as festas, seria inviável e muito perigoso, além de encarecer consideravelmente os custos daquela empreitada. E isso foi feito normalmente.

Contrato registrado na Ordem dos Músicos

A profissionalização e o respeito às regulamentações sempre nortearam as ações do Conjunto Big Brasa, seguindo as orientações que recebi de meu pai, Alberto Ribeiro, até quando completei meus 18 anos e segui em frente administrando o Conjunto Big Brasa. Partindo deste princípio tínhamos todos os contratos registrados na Ordem dos Músicos, no Sindicato dos Músicos e, quando necessário, na Delegacia Regional do Trabalho, no Ceará (DRT-CE). Este contrato foi por mim postado no Facebook, em um grupo que mantemos sobre o período. O valor contratado foi de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil cruzeiros), que sinceramente não sei dizer ao que corresponderia na atualidade! Uma cópia deste Contrato está abaixo, com a relação dos músicos, para detalhar e registrar para os amigos como talvez um documento "relíquia". As demais imagens apenas para ilustrar nais este pequeno traço de memória.

Os bailes de carnaval em Cascavel

E iniciamos o carnaval: todos os equipamentos montados no CRC, algumas caixas de som instaladas na parte superior da estrutura do salão de forma a bem distribuir as vozes e os sons dos instrumentos para todos os presentes de uma forma melhor possível. Infelizmente não temos registros fotográficos da época, apenas uma imagem de um de nossos transportes e de parte de nosso equipamento de som, na sede do Conjunto Big Brasa.

Uma conferência complicada

E começamos a tocar o carnaval. Primeira festa, tudo normal e dentro do esperado. Apenas vale lembrar a dificuldade que o nosso grupo teve para contar a importância recebida no primeiro dia, que depois foi acertada pelos dirigentes do Clube (os contratantes, no caso). Foi assim: após o encerramento da primeira festa, quando nosso pessoal iniciava o desligamento e guarda dos instrumentos, inesperadamente (talvez na ânsia de pagar logo o Conjunto) chegou uma pessoa vinda da Secretaria do Clube com um jornal estirado, um embrulho, subiu ao palco e disse para mim que era o dinheiro correspondente ao primeiro dia de carnaval (uma desorganização total nas cédulas).

Pois bem, olhando para “aquilo” tive a ideia de chamar o amigo e nosso pistonista Mairton Vitor dos Santos (in memoriam) para me ajudar na contagem do dinheiro, porque ele na época era funcionário de um banco de Fortaleza, exercendo a função de Caixa. Portanto, tinha mais prática do que eu na conferência, no manuseio de cédulas. Imaginem a cena: eu e o Mairton, em uma salinha na lateral do palco, para contar o dinheiro. Pois bem: colocamos o jornal no chão, com aquele monte de dinheiro miúdo em pacotes e começamos a contar. Pasmem: dificilmente um pacote exato de R$ 100.00 (cem cruzeiros)! O Mairton não parava de rir e uma hora disse: “que marmota é essa, rapaz, está tudo errado aqui!” Porque tinha pacote com 95, 105, 90 cruzeiros e daí a diferença começou a ficar grande, contra nós, ou seja, faltando dinheiro. Interrompemos a contagem, eu juntei tudo aquilo e fui, no meio de muitos foliões que ainda circulavam pelo Clube, devolver a grana na Secretaria. E informei: “olhem pessoal, neste início já estão faltando R$ 400 cruzeiros. Vocês confiram aí direito e depois nos pagam”. E eles assim o fizeram. Depois de uma meia hora retornaram com a importância certa.

Ameaça de multa e notificação, por um “fiscal” da Ordem dos Músicos

O fato principal – e inusitado - ainda estava por acontecer: no segundo dia a festança carnavalesca tece início. A orquestra Big Brasa iniciou com muita animação. Tocávamos marchinhas e tínhamos ensaiado com instrumentista de sopro que não participavam do Conjunto Big Brasa normalmente. Eram contratados apenas para os bailes de carnaval. Participavam da festa, no Conjunto Big Brasa, o amigo Marcílio Mendonça, excelente cantor, além de músicos como o Edir Bessa (nas percussões) o próprio Mairton (como pistonista) e eu, João Ribeiro, guitarra e teclado, além de outros músicos. Todo mundo registrado no Contrato, na OMB, conforme o que determina a legislação.

Um diretor do Clube cantando uma música!

Nós, dos conjuntos musicais, podemos controlar muita coisa em um palco, mas dificilmente impedir que um diretor de clube, por exemplo, que soubesse e tivesse vontade de cantar uma marchinha de carnaval conosco. E foi o que aconteceu. Ele subiu ao palco e pediu para cantar um pouco uma determinada música, que eu não lembro qual era (que estava sendo tocada na hora). E cantou por alguns e poucos minutos, normalmente, após o qual nos agradeceu e desceu do palco para retornar aos foliões. Tudo na mais perfeita normalidade e sem nenhum incidente.

A fiscalização da OMB

Pois bem, no intervalo da festa, enquanto todos os músicos lanchavam e descansavam um pouco, fui chamado por duas pessoas que se identificaram como fiscais da Ordem dos Músicos (deveriam ter sido contratados para isso, para fazer uma fiscalização mais eficiente, porque a OMB não poderia ter pessoal suficiente para cobrir todo o Ceará em um carnaval).

Vendendo dificuldades para cobrar facilidades!

E o fiscal mostrou uma cópia do contrato, com nove músicos nele registrados, dizendo que tinha “mais um cantando, mas que não estava no papel...” E eu comecei a explicar para aquele fiscal que tinha sido um diretor do Clube que pediu para cantar aquela música etc. Explicava, mas o cara nem olhava direito, dizendo que iria autuar e multar o Conjunto.
 
Nesta hora o Mairton, que ouvia tudo ao lado, em pé, chegou para esse fiscal e perguntou, ironicamente, com aquela voz engraçada que ele tinha quando estava invocado: “Quer dizer que se tiver um galo no palco cantando você multa o conjunto?” No que o cara respondeu de imediato: “Multo sim, se tiver no palco eu multo!”. Achei um verdadeiro absurdo, muita ignorância, falta de preparo daquela pessoa. E eu retruquei no mesmo tom, firmemente: “Pois pode multar! Mas o faça logo porque temos que retomar a festa”.

Então o tal fiscal preencheu um documento e pediu para que eu assinasse (devia ser uma notificação). Eu nem li direito, tal a agitação, o nervosismo pela falta de bom senso daquele fiscal e assinei o documento. E eles foram embora. Não apareceram mais até hoje – O que pretendiam, “não colou” conosco. E a festa continuou normalmente e as outras noitadas também. Por sinal foi um dos carnavais mais animados que participei, junto a amigos músicos responsáveis, alegres, o que tornou fácil nossa organização.  

O carnaval acabou e não recebemos nenhuma notificação da Ordem dos Músicos.  Hoje concluo que aquele elemento, tal como é costume no Brasil até hoje estava criando dificuldades para cobrar facilidades. Queria naturalmente que nós pagássemos alguma coisa para ele não autuar o Conjunto. Mas nesse dia quem “dançou” foi ele mesmo. Porque não concordamos e não compactuamos com aquele mau funcionário. Fica aqui o alerta para os novos músicos profissionais.

Na primeira oportunidade em que eu estive na Ordem dos Músicos relatei o fato e pedi para ver a tal notificação, ou sei lá que tipo de documento tinha sido feito. E a resposta do Presidente da Ordem para mim foi de que “nada tinha sido observado contra o Conjunto Big Brasa em fiscalização nenhuma”. E ponto final. 

Fica o registro desse episódio para que outros músicos, que agora iniciam, procedam da maneira correta e dentro da lei para ficarem sempre tranquilos.

 



  

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O começo de tudo! Eu nem sabia afinar um violão...


Aproveitando alguns traços de memória resolvi complementar muita coisa do que escrevi em meu livro “O Big Brasa e Minha Vida Musical”, lançado em 1999. Pretendo detalhar mais a estória que marcou um período inesquecível para muitos de nós.

O começo de tudo

Quando criança eu tive um começo de formação musical com Acordeon, ainda em São José dos Campos. A professora era Dona Ivone. Entre os passos iniciais aprendi a tocar primeiramente no teclado a música Rosa Maria. Depois recebi de presente uma sanfona de 8 baixos, de minha mãe, e posteriormente uma de 80 baixos. Com ela eu continuei em Fortaleza, onde tive algumas aulas com o professor João Colares.

Nas fotos ao lado estão, respectivamente, a de um de meus aniversários, em São José dos Campos, ao lado da família e com o Acordeon e o papai segurando minha primeira sanfona de 8 baixos (ele não tocava, mas gostava demais de música).

Aprendendo violão

Nunca tinha pensado em um violão. Mas aos 14 anos tive vontade de aprender. Não sei como consegui o meu primeiro violão. Lembro bem que eu saía ao final das tardes para ir à casa do “Zé da Senhora”, um jogador de futebol de Messejana, para que ele afinasse o meu violão. E ele, pacientemente, depois da afinação, tocava para mim a Marcha dos Marinheiros, que eu viria a aprender depois.

Ao mesmo tempo tenho boa lembrança de dois irmãos, que também moravam mais ou menos perto de minha casa. Também os visitei e comecei a vê-los tocar tanto a Marcha dos Marinheiros, quanto algumas valsas do Dilermando Reis. E voltava entusiasmado com o pouco que aprendia. Passava horas e horas treinando o que tinha aprendido. Era muito diferente do que existe hoje em dia, com as cifras, com as músicas na internet, com todos os meios possíveis. Naquele tempo não existia moleza e se alguém quisesse aprender tinha que malhar muito, se dedicar muito. Isso no meu caso, que não tinha condições de frequentar aulas para que o avanço fosse mais rápido.

Como aprender rapidamente?

Faço questão de frisar, para aqueles que têm vocação para música e desejam aprender algum instrumento musical, que para isso há a necessidade de foco, de muito estudo, de prática constante, para que venha o aprendizado. Vejo muitas pessoas dizerem “eu quero aprender a tocar guitarra, ou violão”... Mas simplesmente não se dedicam. Ou seja: desse modo não vai aprender mesmo, pois tudo na vida exige dedicação.

E saindo das marchas e valsas logo surgiram algumas músicas modernas que podia tocar com o violão. Estava feita a festa, como se diz. Na época reunia em casa amigos de infância com os quais podia tocar, cantar um pouco, fazer dublagens, utilizando também as famosas radiolas ou eletrolas (o dicionário do Word nem reconheceu essas palavras e eu tive que adiciona-las!)... 

Mas bem, prosseguia a vida e eu estava acompanhando algumas músicas, solando algumas valsas e marchinhas e prestes a começar o gosto pelo instrumento.

Ao mesmo tempo, quando estudava no Colégio Cearense Sagrado Coração (Marista), tocava com colegas no auditório, onde existia um piano, um contrabaixo (sem trastes) e um violão elétrico. E minha vida passou a ter uma complementação, além do Acordeon, com os instrumentos de corda. Isso tudo e mais o futebol (de campo e de salão) detonaram completamente o ano seguinte para mim (fui reprovado em cinco matérias)...

Tivemos a época das serenatas, com violões, escaletas (tipo de instrumento de teclado, mas com sopro) e muita música para as meninas da área. Tudo em um ambiente seguro, visto que na época onde morava não havia perigos como os de hoje em dia. Ensaiávamos as serenatas na casa de algum colega e depois passávamos em algumas casas escolhidas para as serenatas e a volta se dava em uma total tranquilidade.

O Conservatório de Música Alberto Nepomuceno

Mais tarde, quando fiz Licenciatura em Música, no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno, na primeira a turma depois que a entidade fora encampada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), fazia as cadeiras de prática instrumental e estudei alguns meses com o professor José Mário (que me ensinou a ler as partituras, a tocar na posição correta, exercitar escalas diversas a fim de melhorar meu desempenho técnico).

E então eis que surgiram as guitarras no cenário musical. Comprei uma guitarra Giannini, de cor vermelha, e passava um tempão tocando. O meu foco principal passou a ser o “novo brinquedo”, que era a guitarra, e dela não soltava o tempo todo que pudesse dispor. Daí para a ideia de formação de um conjunto musical (que seria o futuro Conjunto Big Brasa) foi um pulo.

O embrião do Conjunto Big Brasa

Com apoio de meus pais compramos uma bateria usada e chamamos os amigos das serenatas para fazer o que seria nosso primeiro ensaio. Com as primeiras tentativas, certamente muito difíceis, começou uma jornada musical que marcou de forma acentuada minha vida e que até hoje faço questão de relembrar e contar para os mais novos.

Neste primeiro ensaio o clima era de expectativa e tensão em todos. Acredito que estavam comigo presentes os amigos Luciano Vasconcelos, Severino Tavares, além de meus primos Carlomagno Pereira Lima (in memoriam). Começamos a tocar alguma coisa e chamamos o Luciano para tocar bateria. Ele ficou indeciso, ao que me pareceu, e o Severino Tavares decidiu experimentar, mesmo nunca tendo sido baterista. E tocamos por horas. Daí para frente foi muito rápido. Estava no final de meus 14 anos e logo mais, aos 15 anos, o Conjunto Big Brasa viria a ser formado.

Muita coisa se passou e ainda persiste hoje em dia. E assim vamos aperfeiçoando e nos atualizando na medida do possível para não deixar de lado o encanto da música e fazer por merecer um dom divino, que é o da Música, um verdadeiro presente de Deus em nossa vida.

Agradecimentos especiais

Ao final gostaria de registrar os meus agradecimentos a todos aqueles que me ensinaram Música, desde a professora Ivone, passando pelos professores João Colares e José Mário, além de todos os outros que no Conservatório de Música fizeram que eu avançasse um pouco mais nas práticas de instrumentos, nos estudos de Harmonia, Técnicas Vocais, História da Música, Som e Ritmo, enfim, toda a bagagem de teoria musical que eu aprendi com eles. Dentre os meus colegas de Curso destacaria a hoje musicista famosa e educadora Elvira Drummond, a qual, pianista, fazia arranjos magníficos, com temas mais bonitos ainda, dos quais não esquecerei jamais. E o amigo Costa Holanda (excelente músico e maestro da Banda do colégio Pia Marta), de nossa turma, que pacientemente ficava a meu lado quando eu estava ao piano, copiando as melodias que eu fazia e me ensinando a escrita musical.

Não esquecendo, jamais o Zé da Senhora que me ensinou a afinar o violão e os dois irmãos, dos quais não recordo o nome, que também contribuíram e compartilharam o que sabiam comigo, dando um exemplo de boa vontade.

Grupo no Facebook

Além de blogs e vídeos nas redes sociais sobre a existência do Conjunto Big Brasa eu idealizei um grupo no Facebook, iniciado em 12 de agosto de 2012, que congrega quase 700 pessoas, sobre os Anos 60 em Fortaleza. Nele estão contidas postagens diversas, com fotografias, vídeos, estórias sobre este período inesquecível. Ver “Um grupo sobre a Jovem Guarda em Fortaleza  

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Considerações sobre o tempo



O tempo. Sim, o tempo. Interesses múltiplos de vida. Condições às vezes adversas, lutas, felicidade e alegrias momentâneas, procura de condições seguras e estáveis, do tão falado amor – palavra tão batida... Ah! Esse tal de amor parece ser mesmo difícil e fácil. Como descrevê-lo? Uma conjunção de fatores positivos e também negativos.

Volta o tempo. A espera, a demora, a angústia, a ansiedade, a passagem rápida (ou não) do tempo, os dissabores, as alegrias da vida material e a procura do espiritualismo. Com suas dúvidas decorrentes.

O respeito, a importância do bem-querer, as respostas que nem sempre atendem ao esperado. Ofertas não bem interpretadas, a boa (e a má) vontade.

Volta o tempo. Passa, passa, passa e continua a passar como em queda vertiginosa. Um corpo caindo em conformidade com as leis estruturais.

O tempo e a mente. A mente com a juventude não perene, mas sempre bela. Juventude que se esvai com o tempo. E o tempo que consolida uma juventude por uma vida.

Eternidade, o que será? O tempo futuro dirá. Marchas e contramarchas. Nem sempre foi assim. Mas com o tempo começaram a ocorrer. Fenômenos vitais, atrações (ou não), impressões também. Fases repentinas.

O tempo volta. Impulsos novamente. O tempo e a relação com a energia. Energia positiva em busca do prazer, da felicidade. A seqüência natural da vida e suas relações. O tempo e as interferências devidas (ou não) e os contratempos. As expectativas em sociedade. Sim, a família! Quem a conduz realmente? Seria o destino?

O tempo, novamente o tempo, o poder incontrolável do tempo. As respostas íntimas dos que nos cercam. As amizades (?), difíceis relacionamentos que se fazem – e se desmancham - com o tempo. A pressa e sua relação com o tempo. As idéias, os pensamentos e os relacionamentos, poucos ou quase nulos, mais uma vez controlados pelo tempo.

A vida e o tempo. Como seria o tempo atual se o tempo passado tivesse sido alterado? A idade, a consciência, o respeito, a amizade, o entendimento, seriam condicionantes para a felicidade? O que seria a felicidade? Ela existe ou não passa de condições momentâneas de sucesso, material ou não?

O tempo. Mais uma vez sua marcação. Algumas pessoas só conhecerão o tempo com a própria passagem do tempo, quando passarão a respeitá-lo. A incógnita maior – as encruzilhadas da vida, as dúvidas, as incertezas, tudo ocorre com a vivência do tempo. Mais ele continua a correr célere. Bem mais ágil, ele voa, viaja, atravessa fronteiras inimagináveis, que às vezes nem mesmo ele poderia permitir.

O tempo e a família. Mas uma vez ele ganha a batalha, no tempo em que a família se finda, se transforma e ele permanece incólume, sem alterações. A rispidez das palavras e o tempo. Os mal-entendidos ao longo do tempo. A procura de tempo para ser feliz. As ilusões da vida. Novamente emergem as glórias, os sucessos e os fracassos, que de nada valem em confronto com o tempo.

O entendimento chega ou falta com o tempo. E ele continua a passar, como o vento, as nuvens, a imaginação, as fantasias e os sonhos. Os sonhos e o tempo.

O tempo e os desenganos. Sorrisos com o tempo e do tempo. Chorar ou sorrir. A seriedade e o tempo. Sim, a seriedade e o tempo. Fator de influência positiva para a vida. Positiva de que modo? Só o tempo poderá dizer. O que vale a pena fazer com o tempo? As negativas que o tempo nos apresenta – e as positivas também!

As pessoas e o tempo. Os registros do tempo. O tempo e a história. Um diário sobre o tempo? Não, simples observações sobre ele – o mais importante fator material abstrato (?) que passo a notar.

As variantes do tempo e das pessoas. As amizades (?) mais uma vez. O afeto jogado contra o tempo e devolvido pelo próprio tempo. Ingratidão? O tempo de reconhecer limitações a tempo. O tempo de aprender mais sobre a vida. A firmeza que o tempo nos dá quando nos auxilia em nossa energia. E ao mesmo tempo tira em algum tempo nossa parcela material de vida. As coleções de venturas e desventuras durante todo o tempo. O caminho difícil ao longo desse tempo. As respostas - ou a falta delas - com o tempo. O interesse voltado, o permitido, o proibido, tudo muda com o tempo. Labirintos, voltas, curvas, indecisões, dúvidas, tudo isso nos acompanha como o próprio tempo. A franqueza nas idéias, as convicções, os convencimentos pessoais interpessoais.

O percurso da vida e do tempo... A impossível volta no tempo. Viagem sem destino (?), mas por ele orientada e marcada. Tempo para viver, tempo para morrer, para sorrir e para chorar. Tempo para lembrar e tempo para esquecer.

Para que tanto tempo? Novamente os contratempos. As trilhas da vida e os caminhos guiados ou marcados pelo tempo. O tempo na eternidade. Como será? Perguntas e o silêncio. Ninguém me fala nada. Só o tempo me responderá!!!

Ofertas generosas, boas intenções, vida, relações, tudo perdido no tempo? Os desencontros do tempo. Companhia e amizade, juntas no tempo. Ajuda? Nem sempre... As traições e trapaças que o tempo nos oferece. Sobras, escuridão, silêncio... Uma voz que ecoa no tempo – e que soa em outro tempo. Um sentido de busca e uma perda de tempo. A sinceridade, que atravessa a vida e consegue ganhar do próprio tempo. E a verdade? Onde fica esta condicionante? É sempre consolidada pelo tempo. Mas a sinceridade pode mudar, e daí???

Culpa do tempo? De uma vida no tempo ou de uma falta de tempo? Palavras, conexões, sentenças, idéias, juízo, jogados no tempo. Quem terá tempo para perder com isso tudo? As palavras se perdem também com o tempo. Algumas delas – mais quais? – permanecerão mais tempo? As interrogações que a vida nos apresenta e as respostas que oferecemos (ou não), de acordo com cada tempo. Condições que o tempo nos apresenta. O tempo e o clima. Sim! A importância do clima de nossos espíritos. A verdade mais uma vez retorna, a firmeza nos ampara.

A companhia ou a solidão no tempo? O homem ao longo do tempo e o aprendizado com o passar da vida.
Mais indecisões. Passos certos ou errados? Pensamentos coerentes? Ou não? Erros e acertos no tempo. Tudo evidencia bem a fragilidade de nosso corpo, de nossa vida, de nossa existência, de nossa pouca sabedoria, de nossa insignificância diante da Energia Suprema, que controla o tempo.

Que tempo nos resta? Que tempo me resta? Não sei. Novamente só o tempo me responderá. Mais vida. Vida? Será que a continuaremos no outro lado? Só o tempo dirá. A corrida, a falta (e a sobra) de tempo. E mais perguntas e respostas virão certamente. E com elas novas perguntas e novas dúvidas. Isso mesmo!

O tempo passa e nós continuamos imperfeitos. Eu sou humano!!! Tudo tem uma inspiração e também um motivo. O entendimento virá?

Claro, com o tempo...

Feliz Natal e um Ano Novo com muita saúde e realizações!

A cada ano mais a vida está agitada, temos mais pressa, não sabemos se é impressão, mas o fato é que mais um ano chegou ao seu final. É no momento em que avaliamos nossa movimentação em 2015 é hora de renovarmos as esperanças, nossos sonhos e projetos, mesmos em tempos de dificuldades. É um momento de reflexão para avaliar nossas vidas e como dela participamos e assim modificar para melhor o Ano Novo que está prestes a chegar. Para nós, cristãos, um marco significativo daquele que veio ao mundo para nos salvar, Jesus Cristo, e que nos deixou todas as marcas, indicações e ensinamentos para o caminho do Bem. Tempo de agradecer a Deus por tudo que vivemos!
Agradeçamos a Deus por tudo de bom que nos ocorreu e, principalmente, pelo presente da Vida. Desejo sinceramente a todos os meus amigos e amigas, virtuais ou não, parentes, colegas músicos, um Feliz Natal e que em 2016 possamos continuar a nossa amizade. Gostaria que transmitir para todos vocês, em algumas palavras, meu sentimento nesta oportunidade.
O período natalino assinala também o tempo de transformar os momentos bons em novas energias, entusiasmo e principalmente esperança em todos os nossos sonhos! Fazer com que os momentos ruins de 2015 não se repitam no Ano Novo. E procurar o aprendizado que ficou com os momentos difíceis em peças fundamentais que no futuro nos ajudem a ter mais instantes felizes e de prosperidade.
Com a tecnologia é possível expressar nossos sentimentos de forma a alcançar boa parte de nossos amigos. Gostaria de me dirigir a cada um de forma particular, mas é praticamente impossível.
Algumas sugestões que escolhi para todos nós!
Aproveite o seu melhor presente que é a vida! Dessa forma, não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de fazer o bem sem olhar a quem. Não deixe de ter pessoas a seu lado. Não deixe de fazer um bem hoje para fazer amanhã, porque o dia seguinte é incerto para todos nós. Não deixe nenhuma mágoa afetar suas mentes que deverá permanecer limpa e serena. Dentro de nossa vida atual, procure apagar de sua mente tudo aquilo que merece ser esquecido. Festeje pelo bem que foi capaz de fazer e pelo mal que foi capaz de superar! Festeje o prazer de cada conquista e o aprendizado de cada derrota! Festeje por estar presente! Festeje a esperança no Ano Novo que se iniciará em breve! Festeje a vida!

Em dezembro de 2015

domingo, 20 de dezembro de 2015

Tecnologia musical e sua velocidade nos avanços pelo tempo!

Mas uma vez constatei, ao longo destes últimos 20 e tantos anos de minha vida, que o avanço das tecnologias é impressionante! Desta vez foi com relação à Música e gravações. Vou contar um pouco de minha experiência para vocês. A princípio, para os que não me conhecem mais de perto, digo que há diferentes mundos que penetrei, por curiosidade, afinidade, e todos eles foram muito empolgantes em minha vida. E logo cedo sabia que nunca poderia viajar por tantos lugares assim, digamos, simultaneamente. A vida moderna proporciona múltiplas oportunidades e recebemos milhões de informações dos mais variados tipos. E nosso tempo é limitado, eis a questão.

As antigas gravações analógicas 

Há 20 e poucos anos as gravações eram analógicas e a tecnologia que usávamos era por mim conhecida muito bem. Trabalhei em mesas de áudio na Televisão Educativa do Ceará (antiga TVE), como sonoplasta também. Antes disso, no Conjunto Musical Big Brasa (Anos 60/70) eu consegui gravar uma música tocando todos os instrumentos, mas de que maneira? Com dois gravadores simples eu gravava a bateria, depois reproduzia a gravação em um amplificador e grava mais um instrumento junto (tudo em um mesmo canal é claro). E assim sucessivamente. Com as perdas da qualidade em cada gravação a música gravada (um tema que não lembro mais) ficou legal, uma “conquista técnica” dentro das limitações impostas pelo tempo, a falta de melhores condições etc.

Muito bem. E o tempo foi passando, tive o envolvimento com outras tecnologias, dentre elas a informática e, além do trabalho, que me envolvia muito em leituras, análises e textos, outros entretenimentos surgiram, como empolgação com alguns esportes de aventuras, fotografia e filmagem, além dos registros diversos em textos. A cada um minha dedicação possível. E o tempo foi passando, célere.

O mundo digital

Nos últimos dois anos (2014 e 2015) me interessei novamente pela música, no sentido de apenas registrar algumas simples composições que fiz nos anos 60/70. Quis também voltar à guitarra para ver como me sairia com as improvisações que eram para mim muito fáceis no tempo do Conjunto Big Brasa. Nas redes sociais comecei a observar a turma jovem, com suas técnicas modernas e equipamentos mais modernos ainda. E me deparei com uma situação totalmente diferente: o mundo digital, com acessórios novos, mesas de som modernas, placas de áudio digitais e computadores, tudo isso possibilitando a criação de estúdios caseiros. Muitos vídeos explicativos na internet estão me ajudando neste momento. Vamos lidar agora com sintetizadores poderosos, outros teclados que possuem centenas de recursos, pedais de efeitos os mais diversos e as gravações digitais. 

A adaptação

Certamente sei que vou me adaptar novamente, mas sinto claramente que há uma diferença básica entre o meio musical de ontem e o de hoje em dia. Explico melhor, um tecladista dos Anos 60/70 tinha que ter muita habilidade e saber aproveitar os parcos recursos tecnológicos que os instrumentos ofereciam. Hoje em dia o cara além de ser um bom músico tem que ter as habilidades técnicas para operar os instrumentos no que diz respeito a seus múltiplos recursos. Tudo no mundo digital. Publiquei algumas fotografias de nosso simples estúdio, que, com a ajuda de amigos, possibilitará algumas gravações neste Ano Novo de 2016 que se aproxima.

Os sonhos e a realidade

Mas uma vez estou diante de uma proposta que me apareceu durante a vida inteira e que costumo transmitir aos mais novos. Não basta sonhar! É preciso transformar nossos sonhos em realidade. E modestamente tentarei me aproximar o quanto possível da tecnologia existente, mesmo sabendo a distância que dela estou para assim poder gravar algumas músicas como registros musicais. Sem aspirações profissionais vamos tentar transformar alguns sonhos em realidade.