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A importância da família em nossas vidas

PROJETO “FAMÍLIA RIBEIRO DA SILVA” -  A importância da família em nossas vidas Em primeiro lugar destaco uma constatação extremamente óbvia:...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

E se tiver um galo cantando no palco, será multado pela Ordem dos Músicos?



Foi bem assim: época de carnaval e nosso Conjunto Big Brasa tinha sido contratado para animar quatro bailes no Clube Recreativo Cascavelense (CRC). O ano: 1980. Tudo acertado. Então resolvemos alugar uma casa em Cascavel para que nosso pessoal todo (músicos, técnicos auxiliares e “bigus”) ficasse em segurança depois dos bailes, tendo em vista que o deslocamento para Fortaleza, após as festas, seria inviável e muito perigoso, além de encarecer consideravelmente os custos daquela empreitada. E isso foi feito normalmente.

Contrato registrado na Ordem dos Músicos

A profissionalização e o respeito às regulamentações sempre nortearam as ações do Conjunto Big Brasa, seguindo as orientações que recebi de meu pai, Alberto Ribeiro, até quando completei meus 18 anos e segui em frente administrando o Conjunto Big Brasa. Partindo deste princípio tínhamos todos os contratos registrados na Ordem dos Músicos, no Sindicato dos Músicos e, quando necessário, na Delegacia Regional do Trabalho, no Ceará (DRT-CE). Este contrato foi por mim postado no Facebook, em um grupo que mantemos sobre o período. O valor contratado foi de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil cruzeiros), que sinceramente não sei dizer ao que corresponderia na atualidade! Uma cópia deste Contrato está abaixo, com a relação dos músicos, para detalhar e registrar para os amigos como talvez um documento "relíquia". As demais imagens apenas para ilustrar nais este pequeno traço de memória.

Os bailes de carnaval em Cascavel

E iniciamos o carnaval: todos os equipamentos montados no CRC, algumas caixas de som instaladas na parte superior da estrutura do salão de forma a bem distribuir as vozes e os sons dos instrumentos para todos os presentes de uma forma melhor possível. Infelizmente não temos registros fotográficos da época, apenas uma imagem de um de nossos transportes e de parte de nosso equipamento de som, na sede do Conjunto Big Brasa.

Uma conferência complicada

E começamos a tocar o carnaval. Primeira festa, tudo normal e dentro do esperado. Apenas vale lembrar a dificuldade que o nosso grupo teve para contar a importância recebida no primeiro dia, que depois foi acertada pelos dirigentes do Clube (os contratantes, no caso). Foi assim: após o encerramento da primeira festa, quando nosso pessoal iniciava o desligamento e guarda dos instrumentos, inesperadamente (talvez na ânsia de pagar logo o Conjunto) chegou uma pessoa vinda da Secretaria do Clube com um jornal estirado, um embrulho, subiu ao palco e disse para mim que era o dinheiro correspondente ao primeiro dia de carnaval (uma desorganização total nas cédulas).

Pois bem, olhando para “aquilo” tive a ideia de chamar o amigo e nosso pistonista Mairton Vitor dos Santos (in memoriam) para me ajudar na contagem do dinheiro, porque ele na época era funcionário de um banco de Fortaleza, exercendo a função de Caixa. Portanto, tinha mais prática do que eu na conferência, no manuseio de cédulas. Imaginem a cena: eu e o Mairton, em uma salinha na lateral do palco, para contar o dinheiro. Pois bem: colocamos o jornal no chão, com aquele monte de dinheiro miúdo em pacotes e começamos a contar. Pasmem: dificilmente um pacote exato de R$ 100.00 (cem cruzeiros)! O Mairton não parava de rir e uma hora disse: “que marmota é essa, rapaz, está tudo errado aqui!” Porque tinha pacote com 95, 105, 90 cruzeiros e daí a diferença começou a ficar grande, contra nós, ou seja, faltando dinheiro. Interrompemos a contagem, eu juntei tudo aquilo e fui, no meio de muitos foliões que ainda circulavam pelo Clube, devolver a grana na Secretaria. E informei: “olhem pessoal, neste início já estão faltando R$ 400 cruzeiros. Vocês confiram aí direito e depois nos pagam”. E eles assim o fizeram. Depois de uma meia hora retornaram com a importância certa.

Ameaça de multa e notificação, por um “fiscal” da Ordem dos Músicos

O fato principal – e inusitado - ainda estava por acontecer: no segundo dia a festança carnavalesca tece início. A orquestra Big Brasa iniciou com muita animação. Tocávamos marchinhas e tínhamos ensaiado com instrumentista de sopro que não participavam do Conjunto Big Brasa normalmente. Eram contratados apenas para os bailes de carnaval. Participavam da festa, no Conjunto Big Brasa, o amigo Marcílio Mendonça, excelente cantor, além de músicos como o Edir Bessa (nas percussões) o próprio Mairton (como pistonista) e eu, João Ribeiro, guitarra e teclado, além de outros músicos. Todo mundo registrado no Contrato, na OMB, conforme o que determina a legislação.

Um diretor do Clube cantando uma música!

Nós, dos conjuntos musicais, podemos controlar muita coisa em um palco, mas dificilmente impedir que um diretor de clube, por exemplo, que soubesse e tivesse vontade de cantar uma marchinha de carnaval conosco. E foi o que aconteceu. Ele subiu ao palco e pediu para cantar um pouco uma determinada música, que eu não lembro qual era (que estava sendo tocada na hora). E cantou por alguns e poucos minutos, normalmente, após o qual nos agradeceu e desceu do palco para retornar aos foliões. Tudo na mais perfeita normalidade e sem nenhum incidente.

A fiscalização da OMB

Pois bem, no intervalo da festa, enquanto todos os músicos lanchavam e descansavam um pouco, fui chamado por duas pessoas que se identificaram como fiscais da Ordem dos Músicos (deveriam ter sido contratados para isso, para fazer uma fiscalização mais eficiente, porque a OMB não poderia ter pessoal suficiente para cobrir todo o Ceará em um carnaval).

Vendendo dificuldades para cobrar facilidades!

E o fiscal mostrou uma cópia do contrato, com nove músicos nele registrados, dizendo que tinha “mais um cantando, mas que não estava no papel...” E eu comecei a explicar para aquele fiscal que tinha sido um diretor do Clube que pediu para cantar aquela música etc. Explicava, mas o cara nem olhava direito, dizendo que iria autuar e multar o Conjunto.
 
Nesta hora o Mairton, que ouvia tudo ao lado, em pé, chegou para esse fiscal e perguntou, ironicamente, com aquela voz engraçada que ele tinha quando estava invocado: “Quer dizer que se tiver um galo no palco cantando você multa o conjunto?” No que o cara respondeu de imediato: “Multo sim, se tiver no palco eu multo!”. Achei um verdadeiro absurdo, muita ignorância, falta de preparo daquela pessoa. E eu retruquei no mesmo tom, firmemente: “Pois pode multar! Mas o faça logo porque temos que retomar a festa”.

Então o tal fiscal preencheu um documento e pediu para que eu assinasse (devia ser uma notificação). Eu nem li direito, tal a agitação, o nervosismo pela falta de bom senso daquele fiscal e assinei o documento. E eles foram embora. Não apareceram mais até hoje – O que pretendiam, “não colou” conosco. E a festa continuou normalmente e as outras noitadas também. Por sinal foi um dos carnavais mais animados que participei, junto a amigos músicos responsáveis, alegres, o que tornou fácil nossa organização.  

O carnaval acabou e não recebemos nenhuma notificação da Ordem dos Músicos.  Hoje concluo que aquele elemento, tal como é costume no Brasil até hoje estava criando dificuldades para cobrar facilidades. Queria naturalmente que nós pagássemos alguma coisa para ele não autuar o Conjunto. Mas nesse dia quem “dançou” foi ele mesmo. Porque não concordamos e não compactuamos com aquele mau funcionário. Fica aqui o alerta para os novos músicos profissionais.

Na primeira oportunidade em que eu estive na Ordem dos Músicos relatei o fato e pedi para ver a tal notificação, ou sei lá que tipo de documento tinha sido feito. E a resposta do Presidente da Ordem para mim foi de que “nada tinha sido observado contra o Conjunto Big Brasa em fiscalização nenhuma”. E ponto final. 

Fica o registro desse episódio para que outros músicos, que agora iniciam, procedam da maneira correta e dentro da lei para ficarem sempre tranquilos.

 



  

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O começo de tudo! Eu nem sabia afinar um violão...


Aproveitando alguns traços de memória resolvi complementar muita coisa do que escrevi em meu livro “O Big Brasa e Minha Vida Musical”, lançado em 1999. Pretendo detalhar mais a estória que marcou um período inesquecível para muitos de nós.

O começo de tudo

Quando criança eu tive um começo de formação musical com Acordeon, ainda em São José dos Campos. A professora era Dona Ivone. Entre os passos iniciais aprendi a tocar primeiramente no teclado a música Rosa Maria. Depois recebi de presente uma sanfona de 8 baixos, de minha mãe, e posteriormente uma de 80 baixos. Com ela eu continuei em Fortaleza, onde tive algumas aulas com o professor João Colares.

Nas fotos ao lado estão, respectivamente, a de um de meus aniversários, em São José dos Campos, ao lado da família e com o Acordeon e o papai segurando minha primeira sanfona de 8 baixos (ele não tocava, mas gostava demais de música).

Aprendendo violão

Nunca tinha pensado em um violão. Mas aos 14 anos tive vontade de aprender. Não sei como consegui o meu primeiro violão. Lembro bem que eu saía ao final das tardes para ir à casa do “Zé da Senhora”, um jogador de futebol de Messejana, para que ele afinasse o meu violão. E ele, pacientemente, depois da afinação, tocava para mim a Marcha dos Marinheiros, que eu viria a aprender depois.

Ao mesmo tempo tenho boa lembrança de dois irmãos, que também moravam mais ou menos perto de minha casa. Também os visitei e comecei a vê-los tocar tanto a Marcha dos Marinheiros, quanto algumas valsas do Dilermando Reis. E voltava entusiasmado com o pouco que aprendia. Passava horas e horas treinando o que tinha aprendido. Era muito diferente do que existe hoje em dia, com as cifras, com as músicas na internet, com todos os meios possíveis. Naquele tempo não existia moleza e se alguém quisesse aprender tinha que malhar muito, se dedicar muito. Isso no meu caso, que não tinha condições de frequentar aulas para que o avanço fosse mais rápido.

Como aprender rapidamente?

Faço questão de frisar, para aqueles que têm vocação para música e desejam aprender algum instrumento musical, que para isso há a necessidade de foco, de muito estudo, de prática constante, para que venha o aprendizado. Vejo muitas pessoas dizerem “eu quero aprender a tocar guitarra, ou violão”... Mas simplesmente não se dedicam. Ou seja: desse modo não vai aprender mesmo, pois tudo na vida exige dedicação.

E saindo das marchas e valsas logo surgiram algumas músicas modernas que podia tocar com o violão. Estava feita a festa, como se diz. Na época reunia em casa amigos de infância com os quais podia tocar, cantar um pouco, fazer dublagens, utilizando também as famosas radiolas ou eletrolas (o dicionário do Word nem reconheceu essas palavras e eu tive que adiciona-las!)... 

Mas bem, prosseguia a vida e eu estava acompanhando algumas músicas, solando algumas valsas e marchinhas e prestes a começar o gosto pelo instrumento.

Ao mesmo tempo, quando estudava no Colégio Cearense Sagrado Coração (Marista), tocava com colegas no auditório, onde existia um piano, um contrabaixo (sem trastes) e um violão elétrico. E minha vida passou a ter uma complementação, além do Acordeon, com os instrumentos de corda. Isso tudo e mais o futebol (de campo e de salão) detonaram completamente o ano seguinte para mim (fui reprovado em cinco matérias)...

Tivemos a época das serenatas, com violões, escaletas (tipo de instrumento de teclado, mas com sopro) e muita música para as meninas da área. Tudo em um ambiente seguro, visto que na época onde morava não havia perigos como os de hoje em dia. Ensaiávamos as serenatas na casa de algum colega e depois passávamos em algumas casas escolhidas para as serenatas e a volta se dava em uma total tranquilidade.

O Conservatório de Música Alberto Nepomuceno

Mais tarde, quando fiz Licenciatura em Música, no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno, na primeira a turma depois que a entidade fora encampada pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), fazia as cadeiras de prática instrumental e estudei alguns meses com o professor José Mário (que me ensinou a ler as partituras, a tocar na posição correta, exercitar escalas diversas a fim de melhorar meu desempenho técnico).

E então eis que surgiram as guitarras no cenário musical. Comprei uma guitarra Giannini, de cor vermelha, e passava um tempão tocando. O meu foco principal passou a ser o “novo brinquedo”, que era a guitarra, e dela não soltava o tempo todo que pudesse dispor. Daí para a ideia de formação de um conjunto musical (que seria o futuro Conjunto Big Brasa) foi um pulo.

O embrião do Conjunto Big Brasa

Com apoio de meus pais compramos uma bateria usada e chamamos os amigos das serenatas para fazer o que seria nosso primeiro ensaio. Com as primeiras tentativas, certamente muito difíceis, começou uma jornada musical que marcou de forma acentuada minha vida e que até hoje faço questão de relembrar e contar para os mais novos.

Neste primeiro ensaio o clima era de expectativa e tensão em todos. Acredito que estavam comigo presentes os amigos Luciano Vasconcelos, Severino Tavares, além de meus primos Carlomagno Pereira Lima (in memoriam). Começamos a tocar alguma coisa e chamamos o Luciano para tocar bateria. Ele ficou indeciso, ao que me pareceu, e o Severino Tavares decidiu experimentar, mesmo nunca tendo sido baterista. E tocamos por horas. Daí para frente foi muito rápido. Estava no final de meus 14 anos e logo mais, aos 15 anos, o Conjunto Big Brasa viria a ser formado.

Muita coisa se passou e ainda persiste hoje em dia. E assim vamos aperfeiçoando e nos atualizando na medida do possível para não deixar de lado o encanto da música e fazer por merecer um dom divino, que é o da Música, um verdadeiro presente de Deus em nossa vida.

Agradecimentos especiais

Ao final gostaria de registrar os meus agradecimentos a todos aqueles que me ensinaram Música, desde a professora Ivone, passando pelos professores João Colares e José Mário, além de todos os outros que no Conservatório de Música fizeram que eu avançasse um pouco mais nas práticas de instrumentos, nos estudos de Harmonia, Técnicas Vocais, História da Música, Som e Ritmo, enfim, toda a bagagem de teoria musical que eu aprendi com eles. Dentre os meus colegas de Curso destacaria a hoje musicista famosa e educadora Elvira Drummond, a qual, pianista, fazia arranjos magníficos, com temas mais bonitos ainda, dos quais não esquecerei jamais. E o amigo Costa Holanda (excelente músico e maestro da Banda do colégio Pia Marta), de nossa turma, que pacientemente ficava a meu lado quando eu estava ao piano, copiando as melodias que eu fazia e me ensinando a escrita musical.

Não esquecendo, jamais o Zé da Senhora que me ensinou a afinar o violão e os dois irmãos, dos quais não recordo o nome, que também contribuíram e compartilharam o que sabiam comigo, dando um exemplo de boa vontade.

Grupo no Facebook

Além de blogs e vídeos nas redes sociais sobre a existência do Conjunto Big Brasa eu idealizei um grupo no Facebook, iniciado em 12 de agosto de 2012, que congrega quase 700 pessoas, sobre os Anos 60 em Fortaleza. Nele estão contidas postagens diversas, com fotografias, vídeos, estórias sobre este período inesquecível. Ver “Um grupo sobre a Jovem Guarda em Fortaleza  

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Considerações sobre o tempo



O tempo. Sim, o tempo. Interesses múltiplos de vida. Condições às vezes adversas, lutas, felicidade e alegrias momentâneas, procura de condições seguras e estáveis, do tão falado amor – palavra tão batida... Ah! Esse tal de amor parece ser mesmo difícil e fácil. Como descrevê-lo? Uma conjunção de fatores positivos e também negativos.

Volta o tempo. A espera, a demora, a angústia, a ansiedade, a passagem rápida (ou não) do tempo, os dissabores, as alegrias da vida material e a procura do espiritualismo. Com suas dúvidas decorrentes.

O respeito, a importância do bem-querer, as respostas que nem sempre atendem ao esperado. Ofertas não bem interpretadas, a boa (e a má) vontade.

Volta o tempo. Passa, passa, passa e continua a passar como em queda vertiginosa. Um corpo caindo em conformidade com as leis estruturais.

O tempo e a mente. A mente com a juventude não perene, mas sempre bela. Juventude que se esvai com o tempo. E o tempo que consolida uma juventude por uma vida.

Eternidade, o que será? O tempo futuro dirá. Marchas e contramarchas. Nem sempre foi assim. Mas com o tempo começaram a ocorrer. Fenômenos vitais, atrações (ou não), impressões também. Fases repentinas.

O tempo volta. Impulsos novamente. O tempo e a relação com a energia. Energia positiva em busca do prazer, da felicidade. A seqüência natural da vida e suas relações. O tempo e as interferências devidas (ou não) e os contratempos. As expectativas em sociedade. Sim, a família! Quem a conduz realmente? Seria o destino?

O tempo, novamente o tempo, o poder incontrolável do tempo. As respostas íntimas dos que nos cercam. As amizades (?), difíceis relacionamentos que se fazem – e se desmancham - com o tempo. A pressa e sua relação com o tempo. As idéias, os pensamentos e os relacionamentos, poucos ou quase nulos, mais uma vez controlados pelo tempo.

A vida e o tempo. Como seria o tempo atual se o tempo passado tivesse sido alterado? A idade, a consciência, o respeito, a amizade, o entendimento, seriam condicionantes para a felicidade? O que seria a felicidade? Ela existe ou não passa de condições momentâneas de sucesso, material ou não?

O tempo. Mais uma vez sua marcação. Algumas pessoas só conhecerão o tempo com a própria passagem do tempo, quando passarão a respeitá-lo. A incógnita maior – as encruzilhadas da vida, as dúvidas, as incertezas, tudo ocorre com a vivência do tempo. Mais ele continua a correr célere. Bem mais ágil, ele voa, viaja, atravessa fronteiras inimagináveis, que às vezes nem mesmo ele poderia permitir.

O tempo e a família. Mas uma vez ele ganha a batalha, no tempo em que a família se finda, se transforma e ele permanece incólume, sem alterações. A rispidez das palavras e o tempo. Os mal-entendidos ao longo do tempo. A procura de tempo para ser feliz. As ilusões da vida. Novamente emergem as glórias, os sucessos e os fracassos, que de nada valem em confronto com o tempo.

O entendimento chega ou falta com o tempo. E ele continua a passar, como o vento, as nuvens, a imaginação, as fantasias e os sonhos. Os sonhos e o tempo.

O tempo e os desenganos. Sorrisos com o tempo e do tempo. Chorar ou sorrir. A seriedade e o tempo. Sim, a seriedade e o tempo. Fator de influência positiva para a vida. Positiva de que modo? Só o tempo poderá dizer. O que vale a pena fazer com o tempo? As negativas que o tempo nos apresenta – e as positivas também!

As pessoas e o tempo. Os registros do tempo. O tempo e a história. Um diário sobre o tempo? Não, simples observações sobre ele – o mais importante fator material abstrato (?) que passo a notar.

As variantes do tempo e das pessoas. As amizades (?) mais uma vez. O afeto jogado contra o tempo e devolvido pelo próprio tempo. Ingratidão? O tempo de reconhecer limitações a tempo. O tempo de aprender mais sobre a vida. A firmeza que o tempo nos dá quando nos auxilia em nossa energia. E ao mesmo tempo tira em algum tempo nossa parcela material de vida. As coleções de venturas e desventuras durante todo o tempo. O caminho difícil ao longo desse tempo. As respostas - ou a falta delas - com o tempo. O interesse voltado, o permitido, o proibido, tudo muda com o tempo. Labirintos, voltas, curvas, indecisões, dúvidas, tudo isso nos acompanha como o próprio tempo. A franqueza nas idéias, as convicções, os convencimentos pessoais interpessoais.

O percurso da vida e do tempo... A impossível volta no tempo. Viagem sem destino (?), mas por ele orientada e marcada. Tempo para viver, tempo para morrer, para sorrir e para chorar. Tempo para lembrar e tempo para esquecer.

Para que tanto tempo? Novamente os contratempos. As trilhas da vida e os caminhos guiados ou marcados pelo tempo. O tempo na eternidade. Como será? Perguntas e o silêncio. Ninguém me fala nada. Só o tempo me responderá!!!

Ofertas generosas, boas intenções, vida, relações, tudo perdido no tempo? Os desencontros do tempo. Companhia e amizade, juntas no tempo. Ajuda? Nem sempre... As traições e trapaças que o tempo nos oferece. Sobras, escuridão, silêncio... Uma voz que ecoa no tempo – e que soa em outro tempo. Um sentido de busca e uma perda de tempo. A sinceridade, que atravessa a vida e consegue ganhar do próprio tempo. E a verdade? Onde fica esta condicionante? É sempre consolidada pelo tempo. Mas a sinceridade pode mudar, e daí???

Culpa do tempo? De uma vida no tempo ou de uma falta de tempo? Palavras, conexões, sentenças, idéias, juízo, jogados no tempo. Quem terá tempo para perder com isso tudo? As palavras se perdem também com o tempo. Algumas delas – mais quais? – permanecerão mais tempo? As interrogações que a vida nos apresenta e as respostas que oferecemos (ou não), de acordo com cada tempo. Condições que o tempo nos apresenta. O tempo e o clima. Sim! A importância do clima de nossos espíritos. A verdade mais uma vez retorna, a firmeza nos ampara.

A companhia ou a solidão no tempo? O homem ao longo do tempo e o aprendizado com o passar da vida.
Mais indecisões. Passos certos ou errados? Pensamentos coerentes? Ou não? Erros e acertos no tempo. Tudo evidencia bem a fragilidade de nosso corpo, de nossa vida, de nossa existência, de nossa pouca sabedoria, de nossa insignificância diante da Energia Suprema, que controla o tempo.

Que tempo nos resta? Que tempo me resta? Não sei. Novamente só o tempo me responderá. Mais vida. Vida? Será que a continuaremos no outro lado? Só o tempo dirá. A corrida, a falta (e a sobra) de tempo. E mais perguntas e respostas virão certamente. E com elas novas perguntas e novas dúvidas. Isso mesmo!

O tempo passa e nós continuamos imperfeitos. Eu sou humano!!! Tudo tem uma inspiração e também um motivo. O entendimento virá?

Claro, com o tempo...

Feliz Natal e um Ano Novo com muita saúde e realizações!

A cada ano mais a vida está agitada, temos mais pressa, não sabemos se é impressão, mas o fato é que mais um ano chegou ao seu final. É no momento em que avaliamos nossa movimentação em 2015 é hora de renovarmos as esperanças, nossos sonhos e projetos, mesmos em tempos de dificuldades. É um momento de reflexão para avaliar nossas vidas e como dela participamos e assim modificar para melhor o Ano Novo que está prestes a chegar. Para nós, cristãos, um marco significativo daquele que veio ao mundo para nos salvar, Jesus Cristo, e que nos deixou todas as marcas, indicações e ensinamentos para o caminho do Bem. Tempo de agradecer a Deus por tudo que vivemos!
Agradeçamos a Deus por tudo de bom que nos ocorreu e, principalmente, pelo presente da Vida. Desejo sinceramente a todos os meus amigos e amigas, virtuais ou não, parentes, colegas músicos, um Feliz Natal e que em 2016 possamos continuar a nossa amizade. Gostaria que transmitir para todos vocês, em algumas palavras, meu sentimento nesta oportunidade.
O período natalino assinala também o tempo de transformar os momentos bons em novas energias, entusiasmo e principalmente esperança em todos os nossos sonhos! Fazer com que os momentos ruins de 2015 não se repitam no Ano Novo. E procurar o aprendizado que ficou com os momentos difíceis em peças fundamentais que no futuro nos ajudem a ter mais instantes felizes e de prosperidade.
Com a tecnologia é possível expressar nossos sentimentos de forma a alcançar boa parte de nossos amigos. Gostaria de me dirigir a cada um de forma particular, mas é praticamente impossível.
Algumas sugestões que escolhi para todos nós!
Aproveite o seu melhor presente que é a vida! Dessa forma, não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de fazer o bem sem olhar a quem. Não deixe de ter pessoas a seu lado. Não deixe de fazer um bem hoje para fazer amanhã, porque o dia seguinte é incerto para todos nós. Não deixe nenhuma mágoa afetar suas mentes que deverá permanecer limpa e serena. Dentro de nossa vida atual, procure apagar de sua mente tudo aquilo que merece ser esquecido. Festeje pelo bem que foi capaz de fazer e pelo mal que foi capaz de superar! Festeje o prazer de cada conquista e o aprendizado de cada derrota! Festeje por estar presente! Festeje a esperança no Ano Novo que se iniciará em breve! Festeje a vida!

Em dezembro de 2015

domingo, 20 de dezembro de 2015

Tecnologia musical e sua velocidade nos avanços pelo tempo!

Mas uma vez constatei, ao longo destes últimos 20 e tantos anos de minha vida, que o avanço das tecnologias é impressionante! Desta vez foi com relação à Música e gravações. Vou contar um pouco de minha experiência para vocês. A princípio, para os que não me conhecem mais de perto, digo que há diferentes mundos que penetrei, por curiosidade, afinidade, e todos eles foram muito empolgantes em minha vida. E logo cedo sabia que nunca poderia viajar por tantos lugares assim, digamos, simultaneamente. A vida moderna proporciona múltiplas oportunidades e recebemos milhões de informações dos mais variados tipos. E nosso tempo é limitado, eis a questão.

As antigas gravações analógicas 

Há 20 e poucos anos as gravações eram analógicas e a tecnologia que usávamos era por mim conhecida muito bem. Trabalhei em mesas de áudio na Televisão Educativa do Ceará (antiga TVE), como sonoplasta também. Antes disso, no Conjunto Musical Big Brasa (Anos 60/70) eu consegui gravar uma música tocando todos os instrumentos, mas de que maneira? Com dois gravadores simples eu gravava a bateria, depois reproduzia a gravação em um amplificador e grava mais um instrumento junto (tudo em um mesmo canal é claro). E assim sucessivamente. Com as perdas da qualidade em cada gravação a música gravada (um tema que não lembro mais) ficou legal, uma “conquista técnica” dentro das limitações impostas pelo tempo, a falta de melhores condições etc.

Muito bem. E o tempo foi passando, tive o envolvimento com outras tecnologias, dentre elas a informática e, além do trabalho, que me envolvia muito em leituras, análises e textos, outros entretenimentos surgiram, como empolgação com alguns esportes de aventuras, fotografia e filmagem, além dos registros diversos em textos. A cada um minha dedicação possível. E o tempo foi passando, célere.

O mundo digital

Nos últimos dois anos (2014 e 2015) me interessei novamente pela música, no sentido de apenas registrar algumas simples composições que fiz nos anos 60/70. Quis também voltar à guitarra para ver como me sairia com as improvisações que eram para mim muito fáceis no tempo do Conjunto Big Brasa. Nas redes sociais comecei a observar a turma jovem, com suas técnicas modernas e equipamentos mais modernos ainda. E me deparei com uma situação totalmente diferente: o mundo digital, com acessórios novos, mesas de som modernas, placas de áudio digitais e computadores, tudo isso possibilitando a criação de estúdios caseiros. Muitos vídeos explicativos na internet estão me ajudando neste momento. Vamos lidar agora com sintetizadores poderosos, outros teclados que possuem centenas de recursos, pedais de efeitos os mais diversos e as gravações digitais. 

A adaptação

Certamente sei que vou me adaptar novamente, mas sinto claramente que há uma diferença básica entre o meio musical de ontem e o de hoje em dia. Explico melhor, um tecladista dos Anos 60/70 tinha que ter muita habilidade e saber aproveitar os parcos recursos tecnológicos que os instrumentos ofereciam. Hoje em dia o cara além de ser um bom músico tem que ter as habilidades técnicas para operar os instrumentos no que diz respeito a seus múltiplos recursos. Tudo no mundo digital. Publiquei algumas fotografias de nosso simples estúdio, que, com a ajuda de amigos, possibilitará algumas gravações neste Ano Novo de 2016 que se aproxima.

Os sonhos e a realidade

Mas uma vez estou diante de uma proposta que me apareceu durante a vida inteira e que costumo transmitir aos mais novos. Não basta sonhar! É preciso transformar nossos sonhos em realidade. E modestamente tentarei me aproximar o quanto possível da tecnologia existente, mesmo sabendo a distância que dela estou para assim poder gravar algumas músicas como registros musicais. Sem aspirações profissionais vamos tentar transformar alguns sonhos em realidade.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

2015 – um ano que praticamente o Brasil parou!

2015, um ano que praticamente o Brasil parou. Lamentavelmente esta é uma verdade incontestável. E a conturbada cena nacional deverá ter reflexos graves para os anos futuros. Não há perspectivas de melhoras em curto prazo. A população inteira está desacreditada e parece que perdeu a força de mobilização e a própria fé. Há muito que se comentar sobre o assunto tendo em vista a importância do tema. Vejamos apenas alguns aspectos:

SEGURANÇA

Em se tratando de criminalidade o país teve os índices aumentados. A sensação de insegurança é uma constante em quase todos os locais do País. Fortaleza e o Estado do Ceará encontram-se nos primeiros lugares, infelizmente. Os criminosos cada vez mais bem armados e a população mais indefesa, com o direito limitado pelo Estatuto do Desarmamento de adquirir armas de defesa para suas residências. Assim, com as deficiências de policiamento os crimes se alastram. Dezenas de explosões a caixas de bancos no interior do Estado, furtos e roubos de veículos, arrombamento a residências nas cidades e outros ilícitos, sem falar no aumento do tráfico de drogas em todo o País.

Assim, não se pode andar com tranquilidade em lugar algum. As residências estão se transformando em verdadeiras fortalezas, prisões domiciliares, uma vez que o cidadão se encontra sob constante ameaça por parte da marginalidade, quer no trânsito, de carro ou a pé, quer em sua casa. Há sem dúvida uma falência de um sistema que deveria fornecer a segurança para a sociedade.

SAÚDE

Falta de remédios nos postos e hospitais do Sistema Único de Saúde, deficiências na quantidade de leitos, dificuldades para a marcação de exames e de cirurgias para a população, longas filas e muito sofrimento para quem necessita dos atendimentos nas unidades hospitalares e postos de saúde. Quantidade de médicos insuficiente para a demanda. Idem quanto ao número de entidades hospitalares em todo o Brasil. Os problemas são agravados com o aumento de acidentes de trânsito, em geral, e com a infeliz descoberta de que mais vírus estão atacando a população brasileira, além do Dengue, agora o Zika vírus, que trouxe mais de 1700 casos detectados de microcefalia em todo o País e a tal de chikungunya, que também assola o Brasil.

EDUCAÇÃO NO BRASIL

Se você chegou até aqui, é um sinal que sabe ler. Se você leu o texto e está entendendo completamente o que está nele escrito já não se encaixa mais na categoria de analfabeto funcional – aquele que consegue ler as palavras, mas não compreende o sentido da frase. Sinta-se privilegiado, pois 38% dos acadêmicos do país são considerados analfabetos funcionais. Entre os alunos do último ano do Ensino Médio da rede pública, 78,5% não apresentaram proficiência mínima em leitura. Já na prova de Matemática, 95% apresentaram não demonstrar domínio sobre conhecimentos básicos esperados para sua idade. São números alarmantes. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico mantém um ranking da educação em 36 países, no qual o Brasil atualmente está na penúltima posição, à frente somente do México.

IRREGULARIDADE CLIMÁTICA

Continua o Nordeste sofrendo os efeitos da seca e o Sul e Sudeste com enchentes. O problema é secular e as previsões para 2016 são sombrias até o momento. Há possibilidades de racionamento e de falta d’água que ocasionarão certamente em enormes dificuldades para as populações, particularmente as interioranas, com prejuízos para a lavoura e consequente morte de rebanhos. A seca deixa quase mil cidades nordestinas em situação de emergência. Para piorar a situação outros desastres naturais decorrentes da mudança e de fenômenos climáticos passaram a ocorrer no Brasil. As providências para minorar esse quadro aflitivo ainda não estão sendo definitivamente tomadas pelos nossos gestores.  

DESEMPREGO

O desemprego voltou a subir no trimestre no Brasil e chegou a quase 9 por cento. Muita gente está sendo forçada a trabalhar por conta própria. O percentual é o maior desde que pesquisa do IBGE começou a ser feita em 2012. Com desemprego, aumenta quantidade de trabalhadores autônomos.

Além do desemprego, aumentou também o número de trabalhadores autônomos, gente que teve que se virar no mercado. Em um ano, mais de 880 mil brasileiros passaram a trabalhar por conta própria em todo o país. São 22 milhões de pessoas sem patrão, sem carteira assinada e décimo-terceiro salário, dentre outros benefícios do emprego formal.

Todos os indicadores refletem o tamanho da crise. Se a pessoa não consegue o trabalho com o emprego formal, que é o melhor, procura alguma alternativa e a maioria corre para a informalidade. Empresários, órgãos oficiais e estudiosos do problema comprovam e reconhecem uma difícil situação.

ECONOMIA E CRISE FINANCEIRA

Entre os malefícios trazidos pela crise financeira em 2015, Fortaleza se apresenta com o terceiro maior índice de inflação do país no mês de novembro. No país a inflação oficial é maior de 10 por cento. Os maiores percentuais desde 2002. As empresas continuam demitindo muito mais do que admitindo, conforme os controles do Ministério do Trabalho. Há milhões de desempregados no país. As principais causas são os aumentos de impostos e outros encargos trabalhistas. E também quando a população compra menos, logicamente as empresas vem menos e como forma de enxugar custos demitem mais.

Em razão da crise financeira houve cortes nos investimentos e aumento de impostos, o que naturalmente veio a gerar mais inflação. E a sociedade se sentiu traída com um quadro econômico lamentável, que veio a ser descoberto apenas após uma campanha eleitoral que camuflou a situação o quanto pode. O Brasil vai para 2016 com um orçamento altamente deficitário e com mais descrédito por parte de avaliadores internacionais.

CRISE POLÍTICA

Desde o início do ano, com a reeleição da Presidente Dilma, o Congresso Nacional está praticamente sem produzir nada para o país, com sua atenção desviada para outros problemas de seu interesse (deles próprios, na maioria). Pouco se faz para resolver a situação, uma vez que os nossos políticos estão voltados desde o início do ano para uma política de toma lá, dá cá, interminável. Além de inúmeras comissões de parlamentares para apurar irregularidades, corrupção, mas que na verdade em nada resultam de concreto.

CORRUPÇÃO E CRISE ÉTICA

Com a Operação Lava-Jato deflagrada teve início o maior processo investigatório de ilícitos, de corrupção, envolvendo em especial transações com a Petrobras, a princípio, e com desmembramento futuros para empreiteiras, construtoras, doleiros, políticos corruptos. O volume das ilicitudes é tão alto e a quantidade de notícias tão grande que a população pouco entende do que realmente se passa no país. Mas essa mesma população sabe que a roubalheira foi grande e que felizmente o Ministério Público, a Polícia Federal e um juiz, considerado principal, o Sr. Sergio Moro, estão atentos aos problemas e dentro do possível vão avançar muito contra a criminalidade.


ESPERANÇAS PARA O ANO NOVO?

Diz-se comumente que a esperança é a última que morre. Porém, em curto e médio prazo fica difícil fazer um bom prognóstico para que o Brasil venha a funcionar de forma correta a persistir as atuais condicionantes.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come, diz o ditado...

Uma situação difícil


Hoje em dia não o brasileiro está em uma verdadeira enrascada, em muitos aspectos. Senão vejamos: no campo político nacional o Brasil atravessa uma crise moral, com a classe política de um modo geral ineficaz e atenta apenas aos casos que lhe interessa como o corporativismo, os cargos que pretendem ganhar em troca de votos, comissões parlamentares de inquérito que não funcionam como deveriam e muito deles envolvimento em problemas com a justiça. E o pior é que as autoridades maiores não admitem, não reconhecem os fatos e atuam para resolvê-los.  

A Saúde
Na área de saúde um quadro verdadeiramente assustador. As televisões mostram um retrato fiel do abandono e da situação caótica que os hospitais enfrentam, com suas consequências diretas para a vida ou para a morte de muitos brasileiros por falta de atendimento, de operações que poderiam salvar suas vidas, de exames preventivos. Há pequenas células de bom atendimento, que são exceções à regra geral. Chegamos ao ponto de ver um médico, diretor de um hospital, mostrar uma listagem de mais de duas mil pessoas que foram a óbito por não terem sido atendidas (isso em um hospital apenas, de Uberlândia – Minas Gerais) e qualificar a situação como um “genocídio”...  

A Economia
A crise atingiu o Brasil em múltiplas facetas. O desemprego aumentou, as indústrias diminuíram a produção, o câmbio do real frente ao dólar apresenta índices alarmantes, a inflação mostra suas garras e volta a atacar. Tudo funciona como um ciclo: a sociedade, temerosa, diminui o consumo; por conta disso o comércio desemprega mais pessoas por não conseguir mantê-las no cargo; as revendedoras diminuem seus pedidos para a indústria, que por sua vez se ressente e desemprega, pisa no freio nos investimentos e corta na própria carne.

Os índices de emprego
Em razão da crise econômica muitos postos de trabalho são eliminados e a situação se torna mais dramática para aquele contingente de mão-de-obra desempregada ou que procura o primeiro emprego.

A Segurança Pública
Deixa muito a desejar em todo o país, em particular no Ceará e em Fortaleza. Os índices de homicídios, assaltos, roubos, no Ceará, por exemplo, são maiores, relativamente que os de São Paulo, um estado que possui mais de 20 milhões de habitantes. A população cearense anda apavorada, com medo de ser assaltada em pontos de ônibus, nos trajetos para o trabalho ou lazer, e até em duas próprias casas, constantemente alvos potenciais dos delinquentes. As ações da polícia são extremamente insuficientes para, pelo menos, diminuir os índices de criminalidade.

A Política
Enquanto tudo isso ocorre, na política parece que não existem estes problemas. As batalhas são para que haja o impedimento da presidente do Brasil, para livrar os correligionários das denúncias de envolvimento com ações ilícitas, particularmente ligadas à operação Lava-Jato, levada a efeito pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

E para concluir, temos ainda as adversidades climáticas que atingem quase todo o território nacional, seca em muitos locais, enchentes em outros, queimadas em muitas áreas.

Previsões para o futuro?
A se tomar por base o quadro de situação presente a possibilidade de melhoras a curto ou médio prazos são remotas. É querer ser iludido quem pensar o contrário, infelizmente. É aguardar para conferir e, como ação de cidadania, cobrar cada vez mais das autoridades pelas mudanças que possibilitem a melhora da situação. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Insegurança além dos limites, em Fortaleza



As estatísticas mostram um absurdo, no que diz respeito à quantidade de mortes no Estado do Ceará em apenas um ano: 58 mil pessoas, conforme dados oficiais. 
Assim, com este número espantoso e que coloca totalmente em questão a segurança pública no Estado, o que mais impressiona é a falta de atitudes do poder público no sentido de melhorar a situação e colocar a sociedade em um patamar pelo menos aceitável de segurança. Há uma verdadeira “guerra” contra a sociedade, que vive em situação de risco constante. Vale dizer que tudo isso acontece enquanto o país está praticamente inerte, ao longo do ano, e as autoridades preocupadas em defender seus interesses. Umas na manutenção dos cargos e outras se defendendo de acusações de corrupção de tudo que é jeito.   
  
No Ceará, em apenas 1 ano, o número de mortes foi igual ao da Guerra do Vietnã, em 10 anos!

É isso mesmo que você leu. 10 mil soldados americanos perderam a vida na Guerra do Vietnã, um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático que durou dez anos. Número igual ao de pessoas que perderam a vida no Ceará em apenas um ano. Dá para suportar um absurdo desses?

O Estado não proporciona Segurança e o Estatuto do Desarmamento impede o cidadão de se defender, esta que é a verdade.

Quando este tema é abordado surgem aqueles que apóiam o desarmamento da população. No entanto a quantidade de armas que é apreendida revela que a maioria não é constituída de armamentos adquiridos por cidadãos do bem e sim aqueles em controle de bandidos, de quadrilhas, contrabandeados, armas com alto poder de fogo e de destruição, utilizada pelos marginais.

Com a limitação e dificuldades impostas aos cidadãos de bem para possuírem armas em suas casas, em seus veículos, em suas empresas, torna-se uma verdadeira “brincadeira” para os meliantes, que contam para isso uma grande falta de estrutura policial, leis brandas (inclusive com os menores de idade) e ainda, por cima de tudo, um sistema prisional completamente falido, que não recupera o preso e sim possibilita alguns presidiários novatos a se tornarem experientes na arte do crime, com o convívio obtido na prisão. De acordo com o quadro atual de situação a criminalidade age com muita desenvoltura em todas as esferas do crime, do tráfico de drogas, contrabando etc. 

Como vivem as pessoas hoje em dia no Ceará e no Brasil?

Vamos observar alguns aspectos, extremamente negativos:

As pessoas vivem atormentadas, inseguras, com toda a gama de delitos que ocorre em diferentes áreas. Quando vai sacar uma quantia em algum banco pode ser assaltada ou assassinada friamente por golpistas. As próprias agências bancárias são vítimas de explosões, a maioria nas cidades interioranas, dado à fragilidade de sua segurança e do policiamento existente.

Depois disso a quantidade de assaltos, de homicídios, quando centenas de pessoas (uma média de 160 por dia) são mortas em ações criminosas. O cidadão ou cidadã, independente da idade que tenha, pensa muito em se arriscar a sair de casa. E com um telefone celular ou algo que possa despertar ainda mais a violência da marginalidade.

Nos sinais de trânsito a tensão aumenta, pois quando parados os motoristas são alvos cada vez mais fáceis de assaltos, com o risco também de perderem suas vidas, totalmente à mercê dos assaltantes.

O cidadão ou cidadã não sai de casa hoje com tranquilidade. Vários aspectos o impedem disso (trânsito caótico, falta de acessibilidade, estacionamentos em calçadas), mas o principal está no medo de serem assaltados. As mães ficam sobressaltadas quando seus filhos vão ao colégio, pelo excesso de violência no dia a dia.

E os crimes praticados através da internet ou golpes por telefone?

Como se não bastasse isso tudo há outra faceta da criminalidade: os golpes praticados por via digital (e-mails que você recebe de marginais, solicitando que você cadastre seus dados bancários sob falso pretexto de atualizações cadastrais); as ligações com os falsos sequestros, o envio de programas espiões de computador através de e-mails para subtrair os dados dos usuários. Todos de difícil controle. 

E nas residências, condomínios, casas, o que se vê?

Verdadeiras fortalezas são construídas para tentar fazer o que é obrigação do Estado. Propiciar a Segurança Pública, que deixa a população totalmente vulnerável. Assim os proprietários contratam empresas de segurança para monitorar suas residências, diga-se de passagem, aqueles que possuem poder aquisitivo para tal; e prosseguem na defesa de seu patrimônio de todas as maneiras: contratam seguros para os veículos, para suas residências e outros bens; instalam cercas elétricas no alto de muros que bem mais parecem de presídios, apenas com uma diferença: os criminosos estão fora deles! Câmeras de vigilância são instaladas em variados tipos de circuitos fechados de televisão (CFTV), com o objetivo de inibir a ação de criminosos. Colocam blindagem em seus carros, alarmes antifurtos, mas nada muda. E se para quem possui condições para se defender um pouco imagine a situação de quem não pode? Daquele que apenas tenta sobreviver com seus baixos salários e não conseguem nem imaginar uma possibilidade de defesa?

Em alguns países, bem mais civilizados, não existem cercas que separam as casas. Mas neles existem leis que são cumpridas, o que faz com que a população saber (e nela aqueles que pensam em se aventurar no mundo do crime) saber que ao cometerem delitos irão enfrentar uma polícia atuante, que investiga e prende os que desrespeitam as leis, que investiga e leva para a cadeia os delinquentes. Além disso, possuem como base uma legislação forte e respeitada, uma Constituição que é cumprida.

O destemor da criminalidade é de assustar

Para se ter uma ideia há casos em que comerciantes instalam câmeras de segurança em seus estabelecimentos e elas são furtadas pelos marginais, certamente para revendê-las em um mercado paralelo ou para instalá-las em suas áreas para protegê-los da polícia, o que já foi constatado em programas de televisão. A própria polícia, conhecedora da situação, de vez em quando orienta, através de seus agentes, para que a população evite usar celulares, relógios, além de permanecerem paradas na espera de transportes públicos. Motoristas de táxi também são vítimas de assaltos e muitas vezes mortos após serem roubados. Até as farmácias, postos de gasolina, se tornaram locais perigosos, dada à quantidade de ações delituosas, crimes, assassinatos, ocorridos em suas dependências.

Os menores delinquentes, protegidos por uma legislação específica, são utilizados em todas as práticas delituosas exatamente porque se sentem intocáveis. A polícia, quando os apreende, fica desencorajada a fazê-lo outras vezes porque logo são liberados.

A população se vê inteiramente desassistida. E o que mais impressiona é ver autoridades afirmarem que “os índices de criminalidade baixaram” de um ano para outro, ao se referir, por exemplo, que em vez de 58 mil pessoas por ano houve um decréscimo de 10 por cento, como se isso fosse suficiente.

O “crime organizado” é realmente organizado!

Como é fácil notar e é importante que se diga os marginais são espertos e usam essa esperteza para o mal. Observam as limitações do poder público, especificamente das polícias e a fragilidade que tudo isso representa. E assim aumentam o número de ações, cada vez mais audaciosas, na certeza de que dificilmente vão ser descobertos. E mesmo se o forem os menores de idade quase nada vão sofrer, a legislação branda vai soltar outros assassinos para que voltem a cometer mais mortes e assim o quadro se complica cada vez mais, infelizmente.

A quem apelar?

Com uma situação crítica que vem de cima para baixo em praticamente todos os setores não há quase o que se fazer. Aos políticos brasileiros, que em sua maioria estão engalfinhados em suas lutas por mais cargos e benesses, caberia uma solução para a mudança dos códigos penais, imputando maiores penas e maior rigor na lei. Mas não o fazem e quando tentam fazê-lo, conseguem apenas modificar alguma coisa timidamente.

Soluções?
Sim! O Brasil precisa de um governo forte, limpo e coerente, com força moral para cobrar medidas rápidas de seus ministros e de um Congresso Nacional comprometido com a sociedade e não com as negociatas entre cargos e legendas, em um verdadeiro troca-troca do quem ganha mais, enquanto a população perde sempre. Tudo de uma maneira exemplar, do modo que cada político saiba que agir de forma ilícita dará cadeia mesmo e não acabará nas intermináveis pizzas que nos são apresentadas há muitos anos. E acima tudo o país precisa de ações efetivas de segurança e de mudanças radicais na legislação penal, dentre outras. Sem isso nossos jovens jamais encontrarão um país moralizado, decente.