
Sempre tive muita atração por assuntos ligados à natureza, ao ambientalismo, à ação de militares, principalmente aqueles não bélicas, que envolvem técnicas de sobrevivência, na selva ou em áreas inóspitas e atendimentos de emergência. Não sei a origem disso, o fato é desde criança achava interessante montar fortificações, brincar com soldados de plástico e realizar atendimentos com ambulâncias. Depois de minha juventude continuei assim. E nas oportunidades que tive, ainda na área de inteligência, participei de algumas palestras, vários treinamentos envolvendo pronto-socorrismo e combate a incêndios e, documentei em fotos dois cursos de sobrevivência em área inóspitas realizados pela empresa Zumbi Adventures. Sempre que vou a Manaus falo questão de visitar o Centro Integrado de Sobrevivência da Selva, do Exército Brasileiro (CIGS).
Certa vez fui questionado, em tom de brincadeira, sobre a necessidade de levar um remédio (tipo passa já) para dor de dente... E eu respondi: quem sabe alguém pode precisar? E de fato um dos participantes do treinamento em selva passou a sentir dor de dente. E eu disse, sorrindo: “estás vendo? Tenho pelo menos um paliativo, par que você fique mais confortável e ao final dos três dias possa procurar seu dentista”. E o caso foi bem solucionado. Ficou certamente a lição para aquele participante.
São muito importantes na vida de cada um os conhecimentos adquiridos nesses setores. E certamente podem influenciar de forma decisiva no salvamento de sua própria vida ou da vida de outras pessoas.
Tudo que você pode vivenciar em uma selva pude também realizar muitas vezes no sul do Maranhão, em companhia de amigos, quando fizemos vários acampamentos em mata fechada e nos deparamos com algumas dificuldades. Na selva a principal necessidade é um abrigo seguro, para os pernoites, o fogo e depois a água e os alimentos, nem sempre fáceis de conseguir. Os cuidados com os animais de grande porte e também com os que possuem veneno são essenciais. Saber que uma picada de cobra venenosa pode tirar a vida de uma pessoa em horas serve para dimensionar o grau de risco que essas atividades apresentam. A localização na selva é muito difícil, as referências também. A mata não possui placas indicativas e todo cuidado é pouco. E nos casos em que as pessoas estejam perdidas devem procurar sempre que possível deixar os vestígios de sua passagem e sinais para que o resgate as localize.
Levando as técnicas de selva para a vida na cidade restaram as manias e os “kits” básicos para quase tudo. Quando viajo sempre deixo um local na bagagem, no carro, especialmente para esses materiais. Lanternas, ferramentas básicas, um pedaço de arame, de fio, fita isolante, fósforos, reservatório de água, roupa limpa auxiliar, macacão de cor laranja para fácil identificação à distância e medicamentos essenciais para os primeiros socorros, gases, ataduras, esparadrapo, dentre vários outros componentes. Tendo espaço eu levo, para uma emergência. Algumas vezes isso foi bastante útil! Quem não gostaria de ter um remédio contra intoxicação de efeito quase imediato, em plena selva ou no meio de uma viagem?
Saber como se faz ampara um ferido em acidente, conhecer alguns princípios de atendimento e primeiros socorros, reconhecer sinais vitais pode significar o limite entre a vida e a morte de uma pessoa.
Você decide! É melhor contar com a sorte e nunca se preocupar com nada? Eu acho bem mais seguro levar tudo aquilo que possa ser útil, dentro de suas limitações de espaço, lógico. São muitos os conceitos sobre esses assuntos, mas se aprendermos os básicos já será de grande valia.


Desse modo não se perturbe se às vezes você questiona este ou aquele conceito. A fé, comprovadamente, tem que ser cega. Ou seja, se você acredita em algo, alguma coisa, aquilo sempre será a sua verdade absoluta. Mas e quando duas pessoas dizem que têm “certeza” sobre um assunto e possuem pensamentos antagônicos? Uma delas estará fatalmente errada, ou não é assim?

Para cada alternativa de transporte existe uma série de questionamentos. Se for de carro terá que fazer uma revisão bem apurada das condições do veículo, inclusive segurança e documentação. Depois disso procurar saber a situação das rodovias que vai percorrer, distâncias, pontos de apoio etc. Uma boa é ter um GPS para se orientar melhor nos locais a serem visitados. Os cuidados com a sinalização das rodovias e respeito às regras de trânsito são fundamentais.
Uma comodidade a mais e você economizará tempo em filas nos aeroportos. Munido dos dados de sua compra e dos localizadores dos vôos (números que as companhias fornecem junto com as passagens compradas) e de seus documentos de identificação, entre no site da companhia e realize com segurança o check-in. No mesmo momento você poderá imprimir os bilhetes das passagens e receber através de seu e-mail todos os dados de sua compra. Mantenha esses e-mails no seu celular porque eventualmente você poderá precisar deles.


A tônica de hoje é esta: a vida de antigamente era sem dúvida mais feliz e tranquila, mesmo com as dificuldades inerentes a qualquer época. Um comentário feito por um comerciante me chamou a atenção: ele vai se mudar para outro estado porque não suporta mais a insegurança daqui. Disse que o Ceará “foi feito para os cearenses”. Foi assaltado inúmeras vezes, furtado em sua loja e uma porção de ocorrências desagradáveis. As imagens deste texto foram escolhidas para atenuar o peso das ideias. Expressam a meu ver um reencontro do homem com a natureza de onde veio e para onde irá algum dia.
Até as gavetas dos guarda-roupas, estojos de ferramentas, componentes eletrônicos, em minha época de radioamadorismo. Tudo organizado. Sempre que dava certo eu dividia a gaveta em setores, de forma a subdividir as coisas menores. E guardava todas as caixas que em meu entendimento poderiam ser úteis.
Mas ao longo da vida isso pode se tornar um problema de espaço físico. Como em nossa casa ainda existe espaços o acúmulo de documentos e objetos de toda sorte ainda estão mantidos. São “reciclados” de vez em quando e as pessoas curtem comigo porque guardo ainda aquilo que para elas não vale mais nada. Talvez estejam certas!
Agora vem a amizade. O que dizer sobre ela? Sei bem que é formada por um conjunto de fatores como a simpatia, a combinação de gostos, a parceria e a troca mútua de uma conversa sempre franca. Mas é pouco para falar sobre amizade. Seria a atração física também um fator preponderante? Talvez.
Quem seria eu para descrever tal palavra? Muito difícil porque até escritores geniais fizeram suas considerações sobre o amor. Mas, analiticamente, posso sintetizar o que acho que seria o Amor. Um conjunto de fatores, como o coleguismo, companheirismo, admiração mútua, respeito, atração física, intelectual ou psicológica, o próprio sexo nos casos de amor entre casais, uma troca incessante de interesses em favor do outro. Em meu entendimento o amor pode se encontrar em diferentes situações. Há o amor por uma causa, por uma ideia. O amor pode estar ligado também a uma religião, seita ou o que valha. Você pode ter amor por seu cônjuge, mas ao mesmo tempo ter amor por outras pessoas, indistintamente, o que em nada atrapalharia seu relacionamento. Há amor até pelos animais, quando você pode ter sua atenção voltada para aquele ser que você gosta muito.
E assim o tempo, mais uma vez cito o tempo, vai passando de forma célere para nós. Uma existência cercada de pontos positivos, mas que também foi marcada por algumas dificuldades. O fato é que, em decorrência da própria idade, vamos acompanhando a partida de amigos para outros planos. Prova de que esta vida terrena é tão rápida que hoje eu mesmo notei a convocação de vários amigos. Não tenho medo da partida, mas, tenho sim, saudades desta curta permanência.
Conheci um religioso que aceitava conversar e debater comigo sobre temas controversos, abordando a religião. Ele me ouvia, aceitava meus argumentos calmamente, mas não admitia algumas ideias minhas. Nossas conversas eram frutíferas por este aspecto. Em contrapartida quando o assunto se voltava para a política tudo mudava de figura. Aquela pessoa tolerante, boa ouvinte, se transformava e chegava a um ponto que tínhamos que parar a conversa e mudar de assunto. A política partidária o transformava chegando a ponto de transformá-lo em um radical mesmo, chegando até mesmo a ficar agressivo!
A interpretação de um fato surge a partir de um conjunto de evidências! Como analista de informações e aprendi a trabalhar com diversas ideias, ao final conseguindo interpretações corretas, baseadas nos fatos reais e verdadeiros, com toda a imparcialidade. Mas isso somente ocorre com um treino específico. No dia a dia as pessoas argumentam e chegam a conclusões simplesmente estapafúrdias, idiotas e sem nexo! E não adianta argumentar com elas. “Acham” simplesmente que são donas da verdade e pronto. Ora, lembro bem que meu pai, com seu brilhante raciocínio e dentro de uma serenidade enorme, dizia: “quando duas pessoas dizem que estão com a razão e estão em lado opostos, uma delas estará errada”. Não é mesmo?
É estranho saber que na política partidária, a disputa acirrada pelo poder faz com que determinadas pessoas e grupos fiquem de forma contundente se agredindo! Coisa feia, não civilizada... Quando o ideal é que o próprio povo pudesse se manifestar livremente, sem voto obrigatório, para quando em momento oportuno escolher seus representantes. Mas não é assim que acontece.