
Sempre pensei algumas vezes sobre o significado do tema independência dos poderes da República. Acho que tem alguma coisa que não está bem explicada, caracterizada, ou que pelo menos não funciona direito, em detrimento de alguns poderes, particularmente do Executivo. Diz a Constituição Federal que “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. (Título I, Dos Princípios Fundamentais, Art.2º). Com o meu simples entendimento da matéria e dentro de minhas limitações, resolvi expor aqui o que penso e colocar algumas dúvidas com o objetivo de que pessoas com maior capacidade jurídica possam também se expressar livremente sobre o assunto e outras, que nem tenha idéia sobre isso, comecem a pensar no assunto. Como analista que sou tenho vários questionamentos sobre variados temas. E procuro, na medida do possível, aprender mais. Neste sentido exponho meu pensamento e minhas dúvidas sobre esta relevante questão.
Meu objetivo apenas é o de tentar informar (ou pelo menos tornar conhecido o tema) para a grande maioria dos brasileiros, o que significa a interdependência dos poderes da República, a qual, salvo melhor juízo, é prejudicial para a Nação algumas vezes, senão vejamos.
Quantas pessoas que você conhece sabem quanto são os poderes da República, quais suas atribuições e suas finalidades? Acredito que poucas. Tente isso com seus colegas, auxiliares etc. para ver o que acontece. O despreparo e desconhecimento do assunto são muito grandes. E isso contribui negativamente para a melhora do país.
Quais são os Poderes da República?
A primeira pergunta que gostaria de comentar e elucidar para aqueles mais leigos no assunto:
Os poderes são três: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Cada um com suas atribuições específicas. Tudo certinho até um ponto, que será ressaltado durante este texto, conforme a seguir. Assim, basicamente são estes Poderes, com suas atribuições, em uma forma bastante simplificada, para melhor entendimento:
O Poder Executivo é chefiado pelo Presidente da República e tem várias incumbências, dentre elas a de ser responsável pela arrecadação de impostos, custear as despesas do governo e devolver o restante para a população em forma de serviços, assistência e benefícios. Desta forma ele arrecada dinheiro dos contribuintes através dos diversos impostos, sendo o Brasil o que possui uma das mais altas taxas de tributação, ou seja, o que recebe mais dinheiro do povo. Em São Paulo fizeram até um “impostômetro”, que mede a quantidade de impostos paga no país minuto a minuto.
Por sua vez o Poder Legislativo é responsável por elaborar as leis do país, de acordo com as necessidades da sociedade. E também tem o dever de acompanhar as ações do Executivo. Ou seja, os nossos representantes, políticos de diversos partidos, fazem as leis, modificam o que acham necessário e aprovam ou não propostas ou projetos de lei enviados pelo governo.
E o Poder Judiciário, tem a atribuição de julgar, de acordo com a legislação existente, todas as questões de Direito.
Mas e daí? O que tem a ver esse texto? Você pode perguntar... E eu coloco minhas dúvidas sobre o seguinte:
Como podem os três poderes serem independentes entre si, se um depende do outro, por exemplo, para fazer o pagamento de salários de seu funcionalismo?
Se o Executivo tem um orçamento ele pode controlá-lo da forma conveniente. Mas e se o Legislativo, por outro lado, votar aumentos em escalas superiores à capacidade do que arrecada a União, o governo? Aí é que a coisa pega. É exatamente o que acontece. O Legislativo vota muitas vezes projetos de aumento de salário em benefício próprio e o Executivo se vê “obrigado” a aprová-los por que necessita de apoio dos parlamentares para aprovação de suas medidas administrativas, colocando-as na forma da lei ou as regulamentando. A imprensa menciona os fatos muitas vezes como “troca de favores” entre o Executivo e o Legislativo.
A equidade (igualdade) de pagamento para funções assemelhadas
Em minha modesta opinião, o pagamento do funcionalismo INTEIRO, dos três poderes, deveria ser igual. As carreiras, cargos, funções etc. deveriam ser definidas ou equiparadas, nos três poderes e daí para frente os aumentos seriam mais coerentes.
Como isso não ocorre a disparidade é gritante. Não se justifica ascensoristas, servidores da Câmara dos Deputados, em Brasília, receberem salários muito maiores do que profissionais mais qualificados, por exemplo, pilotos de aviões caças, da Força Aérea.
Mas infelizmente é o quadro existente. Em razão da necessidade de o Executivo precisar do Legislativo para votar a favor das matérias de seu interesse há uma troca de favores extremamente prejudicial ao país e, por conseqüência direta, ao povo brasileiro.
E para fortalecer minhas idéias a indagação: por que o Legislativo vota por aumentos de 6% por cento para o salário mínimo e para ele próprio (parlamentares) vota reajustes de 60% (sessenta por cento) – ou seja, dez vezes mais?
Segundo a Constituição Brasileira todos somos iguais perante a Lei. Mas é lamentável que essa igualdade no Brasil seja limitada muitas vezes às obrigações de votar, de recolher impostos e não na hora de receber salários justos, benefícios iguais, tratamento igual. O pobre no Brasil, quando se aposenta, após viver miseravelmente quase toda a existência, recebe ínfimos salários como benefícios da seguridade social, enquanto servidores do Legislativo e do Judiciário são aposentados com quantias significativas. E no caso dos parlamentares, com pouquíssimo tempo de serviço.
Acreditamos ter lançado uma idéia para reflexão dos brasileiros e principalmente da classe política. Essa cada vez mais desmoralizada pela falta de ação e de ética em muitos setores que atingem direta ou indiretamente a vida nacional. Estamos dominados ou ainda nos resta alguma esperança?


No meu ponto de vista o álcool, quando ingerido de forma excessiva, tira a razão, o juízo das pessoas, diminuem de forma brutal os reflexos, dão uma falsa ilusão de “coragem” ao volante, incentivam o jovem em seus variados ímpetos e leva um contingente enorme de pessoas a morrer precocemente. E o pior, às vezes a matar pessoas inocentes.

Ao entrar ou sair de um banco você poderá estar marcado para ser assaltado. Da mesma forma os bandidos atacam cada vez mais em restaurantes (arrastões), nas redes de supermercados, farmácias, postas de gasolina, lotéricas e estabelecimentos comerciais diversos. Muitos comerciantes são assaltados várias vezes e temendo pela vida são obrigados a fechar seus locais de trabalho. Até mesmo assaltos contra profissionais liberais, como dentistas, tem tido um aumento constante. Muitas das ações com uma violência extrema, a ponto de os assaltantes matarem suas vítimas queimadas. Até mesmo em condomínios a segurança também começa a falhar, pela ação cada vez mais audaciosa dos bandidos.
Agora mesmo a polícia ampliou a gama de crimes que podem ser denunciados através da internet, através do Boletim de Ocorrências eletrônico, como é chamado. O fato foi noticiado pela imprensa local. Muito bem, agora podemos denunciar pela net vários tipos de crimes. Mas para que mesmo? Quando sabemos que na maioria das vezes os crimes não são desvendados? Vai ser interessante para a Polícia ter estatísticas melhores a fim de aperfeiçoar seus planejamentos, mas a população necessita mais que isso. Quer ver e se sentir segura em todos os locais.
E no interior do Estado? Pensamos que as ações delituosas praticadas no interior do Estado são voltadas mais especificamente para roubo a bancos, pela fragilidade da segurança nas localidades e pouco efetivo policial. Só para falar um pouco no assunto, que mais poderia se transformar em um livro, a segurança “é uma brincadeira”, como se diz. Os bandidos chegam, muitas vezes prendem os policiais, primeiramente, e depois vão explodir as agências bancárias “na boa”. Saem na tranqüilidade, atiram para todo lado, amedrontam a todos, fazem reféns e tudo isso continua sem parar.
A diferença do Brasil para outros países mais avançados se faz principalmente com base na LEI CUMPRIDA. E os governos e parlamentares brasileiros insistem na morosidade quanto à reforma dos códigos, da legislação penal... E o Judiciário, por sua vez, também não pressiona para que a situação mude. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) precisa ser revisto com urgência. Os “menores de idade”, por exemplo, alguns com até 17 anos e 11 meses e 20 dias, agem de forma ameaçadora. Usam drogas, assaltam, usam armas, matam, tomam motocicletas, violentam e agridem pessoas e passaram a não temer a própria polícia, que não os pode atingir – ou seja, a polícia prende o menor de idade (criminoso), o Delegado autua e a Justiça tem que mandar soltar ou encaminhar apenas para uma instituição – fundação Casa ou similar.
A droga é um dos problemas gritantes no Brasil e as autoridades parecem que estão anestesiadas quanto a isso. Os diferentes tipos de entorpecentes tomaram conta do Brasil, praticamente de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Estamos praticamente sendo dominados por uma força grande chamada “crime organizado”. E perdendo a batalha, infelizmente. 

A partir de Brasília, onde prédios governamentais foram atacados e depredados, passando por outras cidades de grande porte, é fácil constatar a ação retardada dos órgãos de segurança (polícias, guardas municipais etc.) para proteger o patrimônio público e também para controlar os manifestos – nesse caso particularmente as infiltrações e ações de grupos de vândalos, e ladrões oportunistas. A polícia, atordoada, não conseguiu controlar todo e todos e várias ocorrências foram registradas. Rebatendo as agressões e tentando coibir os atos de vandalismo muitas vezes excede na força empregada ou atingem pessoas que apenas desejam se manifestar livremente. Mais um complicador na questão. Isto significa que não há um preparo adequado das forças de segurança, nem um planejamento eficaz para tais situações. E fornece indicadores de que os efetivos policiais, da estrutura e dos planejamentos são deficientes, ensejando um aumento desenfreado da violência em todo o País.






